Algumas pessoas definitivamente não deveriam estar trabalhando nas profissões que escolheram. John Brancato é uma delas. Considerado um especialista em títulos de ação e ficção científica, Brancato assina os roteiros de algumas das maiores baboseiras já cometidas em celuloide, como os dois últimos Exterminador do Futuro, A Rede, Vidas em Jogo, e a cereja do bolo, Catwoman. A única explicação plausível para que tal sujeito consiga se manter por tanto tempo nessa indústria é a de que esteja comendo alguém muito influente. E comendo bem, diga-se de passagem.
A última abominação de Brancato atende pelo nome de Substitutos (Surrogates, 2009). O filme descreve um futuro em que robôs assumiram o papel dos homens: deitadas na segurança de suas casas, conectadas a máquinas, as pessoas comandam os tais substitutos do título, que desempenham as tarefas do dia-a-dia em seus lugares. Nesse cenário ocorre um assassinato, que o agente do FBI Bruce Willis terá que solucionar, enquanto aproveita para salvar a humanidade pela enésima vez.
Willis parece constrangido, e não é pra menos. Fosse um cara com menos influência no meio, sua carreira teria acabado. Atuando como seu robô-substituto, o astro passa 30 dos intermináveis 90 minutos da fita com um rosto lisinho de boneco e sob uma ridícula peruquinha lôra, que o deixaram parecido com aquele Robert Rey, o infame Dr. Hollywood. 
O diretor, Jonathan Mostow teve um início promissor de carreira com Breakdown, um road movie de primeira protagonizado por Kurt Russel. Mas isso foi há 12 anos: hoje ele não passa de um yes man anódino, que carrega na bagagem porcarias do quilate de U-571 e o Exterminador do Futuro 3 (sua primeira parceria com Brancato).
Substitutos é uma mistura indigesta de The Sims e A.I., onde nada funciona: a história não passa de um amontoado de clichês; as sequências de ação são completamente destituídas de qualquer traço de emoção; e até mesmo os efeitos visuais, que normalmente se salvam em produções desse nível, estão abaixo do padrão. O resultado, como não poderia deixar de ser, foi um desempenho pífio nas bilheterias, insuficiente até mesmo para cobrir os custos da produção: até agora, Substitutos rendeu 37 milhões de dólares, menos da metade de seu inacreditável orçamento, de 80 milhões. A título de comparação, a melhor coisa do ano em matéria de ficção científica, Distrito 9, custou apenas 30 milhões; o que se vê nas telas é um resultado infinitamente superior.
Essa ladainha toda termina com uma inevitável moral da história: a humanidade jamais deveria ter trocado a experiência do real pela segurança de uma existência vivida através de robôs, de marionetes sem alma.
Sem alma são esses filmes escritos por John Brancato.
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Quem acha que o cinema sueco se resume às angústias existenciais de Ingmar Bergman ou aos Super-8 de putaria dos anos 70, é porque ainda não conhece Eli, a vampira-mirim de
inferno adolescente vivido por Oskar, 12 anos, vítima constante de bullying por parte dos colegas. Bom, com esse cabelinho de ABBA tinha mais era que tomar coça, mesmo. Entretanto, a sorte do garoto está para mudar com a chegada de uma nova vizinha, Eli. Ela também tem 12 anos. Há anos. Logo de cara, os dois estabelecem um forte laço de amizade, que irá transformar profundamente suas vidas.
Eli é vivida com supreendente maturidade 

A adaptação que fez para a tradicional canção country
Sinceramente, eu fiquei espantado que ele tenha algum fã, afinal, foi um fã que notou que ele sumiu.