Agora sim o trânsito melhora

Vejam só… agora teremos mais lugar para os ciclistas. Os motoristas terão um pedaço a menos da via para estacionar e manobrar seus veículos. Assim, desta forma quem gosta de andar de bicicleta vai ter um espaço só seu. O resultado disso é claro, os estudantes de medicina poderão olhar para as câmeras de monitoramento da EPTC para estudar em escala ampliada o que acontece quando se entope as artérias.

Funciona assim… Você come cada vez mais porcarias e entope as veias. Elas tem menos e menos espaço para o sangue circular. Daí, ao invés de liberar o trânsito se faz o quê? O equivalente a uma dieta baseada em McDonald´s e Churrasco Gordo da Fronteira. Se faz o possível para reduzir as vias, deixando menos espaço para o sangue fluir. Uma hora isso para de vez. Se essa é a intenção, parabéns.

Quer andar de bicicleta? Vai para o parquinho.

Não vai melhorar o trânsito. Vai apenas piorar. São 90 veículos a mais todos os dias nas ruas. As ruas são as mesmas. Agora com menos espaço, vai enfiar os carros onde? Na prefeitura? Vai estacionar as bicicletas onde? Amarradas no poste? Não é assim que a coisa funciona.

Uma metrópole precisa é de trem e ônibus. Precisa de carros com combustível não poluente ou menos poluente. Vai incentivar como alguém a andar na chuva no frio ou no calor intenso da cidade em sua bicicleta? Isso não é meio de transporte. Isso é lazer. O cara mora na zona sul e trabalha no centro. Vai de bicicleta? Chove e faz frio, o cara anda cinco quadras de bicicleta? Claro que não. É conto da carochinha pensar que se faz isso. É fantasia.

Quer desafogar o trânsito? Trem urbano de 3 em 3 minutos ligando todos os cantos da cidade. Com cobertura, ar condicionado… nada mais urbano que isso. Mais ônibus, para não precisar gente viajando em pé. A solução não está em transformar a cidade em pracinha. Quem vais gostar no final são os ortopedistas, porque também vão ocorrer acidentes com bicicletas. Um amigo fisioterapeuta está aprovando a idéia, por falar nisso.

Música do dia – Lazy Generation

Do clássico game Burnout 3, um tremendo petardo musical.

220 volts é pouco.

F-ups é assim meio que um greenday genérico, mas é muito legal. Bem apropriado para uma preguiça de terça.

E para matar a saudade do jogo (que eu ainda curto) aí está

Música do Dia – Marillion

Em 1988, o Marillion se defrontou com a difícil tarefa de substituir o carismático vocalista e letrista Fish, que saiu do grupo (ou foi “saído”) após a tour que promoveu o disco Clutching at Straws. O escolhido foi o até então desconhecido Steve Hogarth, que logo provou ser mais do que habilitado para ocupar o posto de frontman da banda.
O disco Seasons End, lançado já em 1989, aproveitou canções que vinham sendo desenvolvidas antes da saída de Fish, bem como idéias musicais apresentadas pelo novato Hogarth, que foram finalizadas junto com o grupo.
Uma dessas idéias acabou virando um dos clássicos absolutos do Marillion: Easter. Valendo-se dos conceitos de renovação, renascimento e recomeço na letra que faz referência aos conflitos na Irlanda, ela fala sobretudo de um povo que mantém sua esperança em um futuro de paz.
Para emoldurar tudo isso, algumas das mais belas melodias do Marillion estão nessa canção, cujo ápice é um dos mais incríveis solos já compostos pelo guitarrista Steve Rothery.

Se quiser ler mais sobre a entrada de Steve Hogarth na banda e uma análise bem mais detalhada da letra e dos conceitos de Easter, acesse (em inglês) o excelente Marillion – Explanation of Song Elements.

Ivoti – terra de alemón

Já comentei anteriormente que pegar uma estrada é um dos meus passatempos favoritos. Sair da cidade nem que seja por alguns momentos. Longe da atmosfera xarope de Porto Alegre. Deixo então aqui uma dica sobre o que fazer sem gastar muito. A dica é… Ivoti.

Logo depois de Novo Hamburgo, logo no início da Rota Romântica, a cidade tem algumas opções muito interessantes que valem a pena ver de perto. Eu moraria em Ivoti. Cidade calma, tranquila, com aquele jeito de interior. Muito legal. Logo na entrada, tem um pórtico que lembra o de Gramado.

Mais a frente, passando a fábrica dos Sucos Petry, no caminho de quem sobe para a cidade tem um posto de informações turísticas. Vale a pena dar uma paradinha para pegar as dicas. Os mapas ajudam e NÂO tentem dar a volta na quadra. A cidade é construída no morro, as quadras não são quadradinhas. Se você não conhece, vai se perder. Se sair do caminho não tenha vergonha, pare e retorne por onde veio.

Aconselho a irem até a Ponte do Imperador, onde também tem umas construções muito antigas, feitas com uma técnica de construção germânica. Logo que chegar, estacione confortavelmente – tem espaço – e vá comer alguma coisa na Casa Amarela.

Chegando lá, peça um fristick bem caprichado. É um pequeno café colonial. Vem schmier (conhecida também como chimia ou geléia), pão caseiro, bolo, um monte de coisas gostosas, mas é de cumprimentar quem faz o kasschmier. Para quem não sabe o que é, fica difícil dizer como é. É um ponto do beneficiamento do leite, que fica entre o queijo e o requeijão. É uma das minhas comidas favoritas. Feita assim, desse jeito, é um momento de pura felicidade gastronômica.

Peço desculpas para quem está lendo, mas não deu tempo para fotografar antes de começar a comer. Quando lembrei de fotografar, já estava na segunda xícara de café. Ah, não façam cara feia, salsicha bock e linguiça em café é obrigatório.

Depois de comer, vá passear pelas casas eichamel e veja de perto como os germânicos faziam suas casas. Depois de ver isso, vai entender porque tem casas lá que são mais velhas que a tosse.

Tem um museu que também serve de aula de alemão. Todas as etiquetas estão escritas nas duas línguas. Não é apenas uma ideia bacana, é necessário porque tem muita gente que vai lá e que não fala muito bem o português. Muito bom também.

Na feira, encontra-se várias coisas de artesanato e de produção orgânica. Só não esqueça de levar dinheiro. Lá não tem sinal de celular, portanto, cartão de crédito e débito também não.

Tem mais coisas em Ivoti, mas por agora chega. Fiquei com fome e acho que vou fazer um fristick.

 

Para não ter dúvida

Sei lá, quem fez queria que todos tivessem certeza do que se trata o produto. Vai que ele é um produto elíptico. Daí o melhor é deixar bem claro.

Francamente, na hora de fazer uma embalagem se deve tomar cuidado com o que se escreve. Isso é a mesma coisa que dizer que se vai subir para cima ou descer para baixo. Que tal falar que é um pote plástico apenas? Talvez o diâmetro bem destacado, sei lá.

Pode me chamar de ranheta.

 

Música do dia – Bate Pa Tu

Intenção? Nenhuma da minha parte. São lembranças de quando eu era pequeno. Chico Anysio cantando isso era muito engraçado, apenas isso. Claro, que analisando  a letra surge uma mensagem bastante ousada para tempos de ditadura militar.

Tempo em que falar com alguém, para esse alguém falar com a turma dele, que está para acontecer um fato marcante e é para todos estarem preparados não é assim tão inocente. A música é a letra do azeite, que não tem ligações com a subversão, mas tá avisando porque ouviu falar que o pau vai comer. O sujeito não tem ligação nem lá nem cá, é só um sobrevivente, nada além.

Do ponto de vista da piada, é boa.

Do ponto de vista histórico, idem.

Então, presta atenção na letra e pense naqueles dias em que a suspeita era suficiente para ser preso.

Total Recall… Recall

A refilmagem de Total Recall, um dos melhores filmes que Arnold Schwarzenegger já fez, está pronta. Assim como foi com Predador e Predadores, os produtores retiraram o fator biceps da equação para colocar o fator magro e ágil. No primeiro caso, Predadores, temos um senhor nariz para compensar os músculos do original. Agora temos o topetinho.

Colin Farrell vive o ator-mentado Douglas Quaid / Hauser no lugar de Arnold, enquanto os papéis da loira e da morena (Sharon Stone e Rachel Ticotin respectivamente),  ficaram para Kate Beckinsale – para o alento do Sempre Alerta – e Jessica Biel. Obviamente os efeitos especiais são daquele jeito… todos perfeitos e todos digitais. Pelo menos é o que é mostrado no trailer. Nada contra, a não ser a cara de “Renderizado com HP”.

Não duvido da história de Phillip K. Dick, não duvido que Colin Farrell consiga fazer mais expressões faciais em um minuto do que Schwarzenegger em duas horas de projeção.Não duvido da beleza das duas mulheres que de uma maneira ou outra botam movimento na vida de Quaid/Hauser. Duvido é do filme mesmo.

Pelo trailer, pareceu-me que é um pouco Jason Bourne com firula. Não acho que verei este filme nos cinemas. Talvez no telecine Premium, depois de esquecer que este já esteve no cinema. Como aconteceu com outros filmes, em que do nada aparece a chamada para a estréia no canal e você diz… mas isso não estava no cinema agorinha a pouco?

Em todo o caso, segue o trailer:

Música do Dia – Heart

O som do Heart, no início de carreira, era uma mistura de hard rock e folk que agradou público e crítica e os levou ao sucesso no meio dos anos 70, com músicas como Barracuda e Crazy on You. Carinhosamente apelidado de Led Zeppelin de saias ou Lil’Zep, além da influência, o grupo também incluía no seu repertório – até hoje, aliás – vários covers do grupo britânico.
Mas isso foi antes das talentosas (e também belas) irmãs Ann e Nancy Wilson lutarem pela sobrevivência do grupo e, durante os anos 80, empreenderem a quase obrigatória jornada à Terra Encantada da Ombreira e do Spray de Cabelo, assim como muitas outras bandas do mesmo período.

Incorporando elementos de AOR, o estilo foi se diferenciando dos primeiros discos e o começo dessa nova fase não foi exatamente um sucesso. Em 1985, o grupo voltou com tudo no lançamento simplesmente batizado de HEART, que, feito “de encomenda” para os padrões da época, é o mais bem-sucedido de sua carreira, emplacando hits como, entre outros, These Dreams e What About Love?, baladas que mostravam que, se os cabelos não eram mais os mesmos, as vozes poderosas continuavam em forma e ainda capazes de impressionar o ouvinte mais desavisado.

Nos discos seguintes, o Heart continuou ocupando o topo das paradas. A esse sucesso seguiu-se o inevitável disco ao vivo (Rock the House) e a banda ainda teve fôlego para mais um disco de estúdio e um acústico (também ao vivo), antes de um espécie de recesso que só terminaria quase dez anos depois, com o lançamento de mais um registro ao vivo (Alive in  Seattle, também em DVD) e a retomada dos discos de estúdio com uma sonoridade mais próxima dos anos 70, nos bons Jupiter’s Darling (2004) e Red Velvet Car (2010).

Depois de tudo isso, a(s) música(s) do dia não podia(m) ser outra(s): dobradinha das irmãs Wilson, com os clipes oficiais de Alone e What About Love?.

Ofertas em tempos de hiperinflação

A rede de supermercados Real já foi. Está apenas na lembrança e nos comerciais antigos, mas existem coisas que não podemos esquecer. Não podemos esquecer de uma época onde os preços mudavam diariamente, onde dinheiro gerava dinheiro no banco e conta corrente só tinha merreca, porque dinheiro não investido, era apenas uma sombra no dia seguinte. Quem viveu isso fica chocado em lembrar, imagina quem não viu. É praticamente impossível acreditar em Pepsi custar o que seria em número, o valor de um carro zero.

Só que isso aconteceu. Eu vi isso. Desisti de comprar muita coisa porque não conseguia nem pensar como economizar para adquirir, pois o preço subia mais do que conseguia juntar. Quem podia, negociava tudo em dólar. Era uma indexação paralela. Não se podia fazer isso, mas todos eram obrigados a buscar alternativas, já que o descontrole era total.

Aí está um pequeno video para lembrar disso. Um anúncio simples de varejo, chamando para as melhores ofertas do supermercado. Acreditem, no comercial de ontem estavam os produtos mais baratos. A lógica da coisa não mudou. A nossa economia é que mudou. Claro que não é o melhor, mas melhorou bastante.

Música do dia – Sirius/Eye in the Sky

Alan Parsons Project é uma coisa sem noção. É de uma grandeza e simplicidade encantadora. Vai dizer que não dá vontade de ver um show desses? Ver de perto alguém executando uma música dessas com tudo que tem direito é de encher os olhos e acariciar os ouvidos.  Acho que a única coisa desnecessária é o chapéu. Que coisa estranha aquele figurino.

Quem mais usaria ao vivo um helicóptero como instrumento musical?

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