Render real

Render é literalmente “interpretação”. Render não é desenhar como algumas pessoas falam. É uma palavra que traz o conceito do que é realizado no software.

Quando se está trabalhando num software, como o 3D Max por exemplo, trabalha-se com polígonos, linhas, sólidos e etc. Cada um deles com configurações específicas para que o resultado fique sempre o melhor possível. Portanto, quando se diz “renderizar” a pessoa está abrasileirando o termo “rendering” e na verdade quer dizer “o programa está interpretando minhas instruções e vai me devolver uma imagem como resposta”.

O 3D Max tem 2 renderizadores. O Scanline e o Mental Ray. O Scanline é bom, se consegue bons resultados com ele, porém com o Mental Ray o mesmo projeto tem outra cara.

Com o Mental Ray é possível simular materiais mais próximos da realidade e luzes complexas com exatidão.

Só demorou 3 horas para renderizar.

O único problema do Mental Ray é que ele é fominha. Sem um processador bom e uma placa de vídeo melhor ainda, a coisa pode ficar muito demorada.

Se abusar de superfícies de vidro, alugue um filme antes.

Na imagem acima existe uma diferença entre as cortinas. É uma experiência de materiais diversos que fiz. A que ficará no projeto final é a da esquerda.

Comecei pela sala, acho que vou fazer o resto do apartamento. 🙂

Não Filarás!!!

Começou o FISL

Se você não sabe o que é o FISL então lá vai: é o Fórum Internacional de Software Livre. Ele acontece aqui em Porto Alegre e começa hoje e eu vou participar como palestrante.

Sexta-feira, as 15 horas será a palestra sobre esse projeto.

Eu e meus colegas Deivith, Alex e Ana vamos, na verdade. Juntos fizemos um game e um teaser para uma animação chamada A Guerra do Chocolate. Foi totalmente produzido com software livre.

Modelado e animado no Blender, renderizado no Yarafay Render, Editado no Cinelerra, imagens tratadas com GIMP,  peças gráficas criadas no Inkscape e até a trilha sonora, composta para o filme foi preparada com um software livre chamado Soundgarden.

Aí embaixo está o cartaz do projeto. Logo postaremos o video num Youtube e o game para download.

Frank Frazetta, 1928-2010

Uma imagem vale por mil palavras. No caso de Frank Frazetta, ilustrador símbolo e maior referência do gênero fantástico, provavelmente fossem necessárias bem mais do que essas mil palavras. Devem ser poucos aqueles ligados aos quadrinhos e ao cinema que desconhecem o seu trabalho, que ilustrou com elegância ímpar capas de revistas, cartazes de cinema e capas de discos.

Infelizmente, o insuperável Frazetta nos deixou hoje, aos 82 anos de idade, vítima de acidente vascular cerebral.

Fica aqui a homenagem do Alerta Geral, com uma pequena amostra do que ele era capaz.

Afinal, uma imagem vale por mil palavras.

The King is dead. Long live the King.

Frank Frazetta, 1928-2010.

Mais:

Frank Frazetta, Mago da Ilustração Fantástica

Frank Frazetta Dies at 82

Unofficial Frank Frazetta Art Gallery

Frank Frazetta 1928-2010

Quadrinho “Espirituoso” …

Agradecendo ao Maurício pela "sacada-relâmpago" e à "Eve" pelo toque no desenho...

Desenho + geometria + paciência = 3D

Desta vez o post não tem nada gastronômico, embora eu considere uma verdadeira delícia para fazer. Acho que seu eu não trabalhasse com design, trabalharia com… design.

 

Antes que alguém faça alguma brincadeira, não vou a fashion week em Milão, não tenho um C3 para passear no parcão e Village People não é a minha banda (banda?) favorita. Passo uma “guampa maneira” em quem ficar me enxendo o saco com isso.

Resolvi fazer esse post na verdade para mostrar o processo de criação de uma maquete eletrônica ou passeio virtual. São vários nomes para a mesma coisa: simular uma situação usando animação e desenho assistido por computador.

Depois da idéia básica do ambiente, utilizando as regras do velho e bom método de Gaspar Monge para desenhar, temos uma planta baixa em 2D, exatamente como qualquer desenho rabiscado no papel, só que agora usando um programa como o AutoCad da Autodesk. Não é mera propaganda, é porque este é o melhor programa de CAD. Tem vários por aí, mas nenhum com a mesma quantidade e qualidade de possibilidades e ferramentas. Só para constar, CAD significa Computer Aided Design, ou seja, design assistido por computador.

Arquitetos... louvai ao senhor.

Arquitetos... louvai ao senhor.

 O resultado é um emaranhado de linhas chamado wireframe, que no fim é a mesma planta baixa de sempre.

Ainda no cad

Ainda no cad

Ainda no Cad, as paredes são erguidas e alguns elementos já são preparados para o transporte para o programa que vai dar uma roupagem mais bonita para todo o conjunto: 3D Max, também da Autodesk. Não é uma escolha compulsória, é porque o 3D Max é o programa usado em 8 de 10 filmes hollywoodianos para gerar os efeitos especiais digitais hoje em dia. Isso inclui o Schrek e Homem-Aranha 2 e 3.

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Frazetta

Tá certo. O Frazetta é mestre. Gênio. O “pai deles”. Isso é fato inquestionável.

Mas, como muito bem observou nosso nobre colega Espantalho, há muito tempo atrás, alguém pode me explicar como que o chifrudo da ilustração aí de cima pretende dar o golpe com a espada???