Prêmio Tranca Rua

E o Prêmio Tranca Rua de hoje vai para este condutor, que bem próximo de uma sinaleira trancou uma pista. Bem tranquilamente, na frente de todos, ficou ajeitando e carregando seu carro para, provavelmente, ir à praia. Seria descuido, se não houvesse uma placa, que certamente ele passou raspando antes de estacionar, aviando que é proibido parar e estacionar de segunda à sexta, das 7 até 20 horas. Alguma dúvida de que a foto foi feita em horário proibido?

Tem um bom motivo para que aquela placa esteja ali. Após sua necesária existência, a pista se abre, para facilitar a entrada daquela rua para a Av. Protásio Alves, uma das principais vias da cidade.

Isso aí foi na rua João Guimarães, em horário de muito tráfego. Imagino a felicidade do motorista daquele ônibus de Viamão vendo isso.

Não filma eu Galvão

Não filma eu Galvão

 

A morte de Saruman

Cena deletada de O Senhor dos Anéis. No cinema, é dito apenas que Saruman perdeu seus poderes, então, já não importa mais. Na época achei muito fraco. Hoje, viajando na maionese e no youtube, vi a cena deletada de sua morte.

Na boa… quando o diretor corta uma cena, deixe como está.

Trinta anos esta noite

1984vertical

Veja se alguma das seguintes frases não lhe soa familiar:

– “Música era o que se fazia  no meu tempo, não esse lixo que se escuta hoje em dia.”;

– “No meu tempo as crianças se comportavam, obedeciam aos pais; hoje não passam de um bando de malcriados.”;

– “A TV de hoje só mostra porcaria. Bom mesmo era no meu tempo, quando só tinha programação de qualidade.”

Os integrantes de cada geração tendem a acreditar que tudo o que viveram no decurso de sua juventude sobreleva-se à experiência daqueles que os sucederam. Na falta de uma expressão mais adequada para definir tal fenômeno, vamos chamá-lo de “Síndrome de no meu tempo era melhor”. Uma tendência que o passar dos anos só faz acentuar, razão pela qual os velhos são geralmente mais ranhetas.

O Alerta Geral não quer fugir à regra: por isso, vamos homenagear o “nosso tempo”, que com certeza foi bem melhor que o de vocês, que nasceram depois. Por que? Ora, porque foi o “nosso” tempo.

Em 1984, a maioria dos colaboradores desse blog tinha cerca de 12, 13 anos. Ou seja, lá se vão três décadas desde o início de nossa adolescência. Olhando em retrospectiva, percebe-se claramente como esse ano foi rico em matéria de filmes marcantes, tanto no que diz respeito aos blockbusters como na seara do chamado cinema de arte.

A princípio a ideia era fazer somente um top 10. Contudo, a quantidade de filmes representativos lançados em 1984 era tamanha que a lista acabou extrapolando para trinta, justamente o número de anos transcorridos desde então. Isso permitiu que mesmo aqueles títulos ruins de doer pudessem figurar na relação, ou por serem emblemáticos do período ou somente por ocuparem lugar cativo em nossa memória afetiva, a despeito de toda sua falta de qualidade.

Um ano antes, 1983, era inaugurado o primeiro grande shopping center de Porto Alegre, o Iguatemi. Na época não tínhamos ideia, mas ali estava sendo gestado o ovo da serpente, que acabaria de vez com os chamados cinemas de calçada. A lista que será postada pelos próximos dias revela um sentimento nostálgico também nesse sentido: nossa geração foi a última a assistir cinema em salas de cinema.

images

Insegurança

Eu realmente não gosto de notícias não nerds aqui, mas preciso falar sobre isto. A notícia que ontem um sujeito foi morto num assalto, bem perto de onde trabalho e dentro de um estacionamento incomoda muito.
O que é necessário para ter segurança? O que é necessário para poder ir trabalhar e voltar vivo para casa? Falta dinheiro para ter mais policiais? Não sei a resposta. Só sei que, exatamente como na Gotham City de Frank Miller, a cidade está mais velha e mais suja. Pelo que li, a dupla de assaltantes matou com gosto o sujeito. Imagino o que tenha passado na cabeça deles.
– Vamos meter aquele estacionamento.
– Bora.
– Perdeu, perdeu. Dá a chave do carro.
O cara que cuidava do estacionamento, reage com uma faca de cozinha e começa a lutar contra um dos assaltantes, que estava armado com uma pistola. Durante a luta, o sujeito fere o assaltante que ainda consegue efetuar um disparo no cara, que cai imediatamente. O comparsa, que já estava fugindo vê e se aproveita da situação, não para salvar o companheiro de crimes, mas para executar o trabalhador.
Ficou meio parecido com a podridão apresentada em certos telejornais de segunda categoria? Azar. O fato é que o comparsa não ajudou a fugir. Primeiro executou o cara da garagem.
Para entender melhor, lendo o texto de quem sabe escrever bem melhor que eu, olhe o link:

Os rodoviários ainda

Agora alguns cursos estão sendo afetados por causa da greve. Aulas estão sendo suspensas, reféns desse impasse da greve dos rodoviários. A falta de ônibus em Porto Alegre é uma grande piada sem graça. Talvez o coringa pudesse pensar em algo assim, para ver até onde as pessoas vão antes de perder a cabeça e tornar a cidade um caos total.
Talvez seja necessário incluir uma greve dos cervejeiros.
Quem está gostando mesmo são os taxistas, que nunca foram tão requisitados na vida.

Isso tudo com uma temperatura não menos que 37 graus.

Cidade insuportável

Esta cidade está insuportável. Falta luz em vários bairros, falta água, o calor está de matar, a frota dos ônibus estão na garagem, as cartas estão acumuladas nos postos do correio… falta o que mais? Acabar a cerveja?

Ainda por cima tem os chatos que agora resolveram protestar contra a copa do mundo. Gente, vocês deviam ter feito isso antes, agora não adianta mais. Vocês estão é pedindo para levar bala de borracha no lombo. A copa vai sair, de preferência com um clima mais ameno que o atual.

Daí, depois de desistir de achar algo que preste na televisão, vou para a internet. O que tem? Só gente falando do tal beijo gay na Globo. Agora a Globo é a melhor tv de todas. Antes era uma manipuladora… mas agora, que mostrou um beijo gay, a emissora é corajosa e coisa e tal.

Nossa, acho que o calor deve ter afetado o cérebro dessa gente toda. Espero que a Dilma faça o programa CALOR ZERO ou MEU AR, MINHA VIDA, com ar-condicionado barato para todos. De repente assim o juízo volta na cabeça das pessoas e percebam o caos que está essa cidade.

Marillion – Sounds That Can’t be Made (2012)

Nem vou tentar um trocadilho com o título.

Nada de trocadilho com o título dessa vez…

O mais recente disco de estúdio do Marillion teria sido um excelente EP (para os padrões atuais) se contasse apenas com Gaza, Power e The Sky Above the Rain.

Sounds that Can’t be Made (realmente precisava daquele riff de teclado totalmente datado?), Pour My Love, Invisible Ink e Lucky Man são até boas canções, mas não estão à altura das três citadas acima e realmente só funcionam em alguns momentos ou nas suas metades finais. Em Montreal, a banda tem uma boa performance no geral, mas a música se arrasta durante muito tempo sem chegar a lugar nenhum.

Com apenas algumas passagens realmente memoráveis aqui e ali (alguns refrões, especialmente o de Power; ou os dois primeiros terços de The Sky Above the Rain e Gaza de uma maneira geral), faltou algo para ser a obra-prima anunciada em várias resenhas e comentários que li desde o lançamento do disco – ao menos pra mim, é claro.

(Leia a respeito aqui também.)