Mulheres de Batman

Batman, The Dark Knight, é o melhor de todos os filmes com o morcegão no papel-título. O Batman do Christian Bale é verossímil, convence como Bruce e como homem-morcego. A armadura e os acessórios podem ser classificados como incríveis, fora aqueles vôos filmados com câmeras IMAX ou usando a tecnologia IMAX, que dão a sensação de vertigem (motivo de implicância por parte do Semprealerta, dizendo que o morcego planando é o fim), absolutamente fantástico.

Quem Batpod, pode

Quem Batpod, pode

O Batmóvel mereceria um capítulo a parte, mas como diria o nerd que sentou ao meu lado na sessão de estréia para ver o filme: pra que Harley Davidson com uma moto dessas?!

Bruce e Alfred (ou Bale e Michael Caine) estão perfeitos: as piadas são engraçadas, sem deixar o filme cair no escracho. São intervenções inteligentes, merecendo destaque a cena em que Dent pergunta a Alfred se ele precisa se cuidar de algum ex-namorado psicótico da sua coelhinha Rachel e o mordomo responde dando um brilhante sorriso: “O senhor nem faz idéia!”

O Coringa de Heath Ledger é fabuloso, com cabelo verde e seboso, para não mencionar a ótima sacada de ficar mexendo a língua, tocando as cicatrizes dentro da boca, enfatizando-as e indicando um modo de controlar a salivação (observação roubada do Trezentos).

Um humor refinado e um clima sombrio como nunca tínhamos visto permeia todo o filme, como por exemplo, um Coringa vestido de enfermeira, impaciente, que  não entende por que o hospital demora tanto pra explodir. É ótimo quando ele começa a espancar o controle-remoto, após uma visita ao mister churrasquinho Harvey Dent. Também adorável a cena em que Gordon é nomeado comissário e o Coringa aplaude a nomeação como se a ocasião fosse festiva. Um luxo!

Gotham City nunca esteve tão linda! É uma cidade e não uma reprodução dantesca dos gibis, como aconteceu no último filme ante do “begins” (me refiro ao Batman & Robin de Joel Schumacher), que alias, merece ser esquecido e enterrado para todo sempre. Poderia ficar horas falando do meu encantamento pela atuação do Morgan Freeman, Gary Oldman, Aaron Eckhart – sim, até o Eric Roberts –, mas o tema do texto é outro.

Pois bem, tudo ótimo, uma beleza, mas as mulheres do Batman não convencem.

Vejamos: a primeira foi Kim Basinger, seguida da Michelle Pfeiffer, sucedida por Nicole Kidman e por fim, Uma Thurman. Na seqüência: Katie Homes e Maggie Gyllenhaal. Um detalhe: o Batman gosta das mulheres do Tom Cruise, uma já desfilou e outra continua a desfilar com o Top Gun… a cientologia deve explicar esse fato!

querido, calça xadrez é tão anos 90...

"querido, calça xadrez é tão anos 90..."

Então, a Kim Basinger só tinha que gritar e não ocupar muito espaço para o Jack Nicholson atuar, considerando que Michael Keaton não precisava fazer muita coisa, nem mesmo mexer a cabeça.

Apenas para deixar claro, eu gosto dos Batmans do Tim Burton, inclusive acho que é dele a única mulher que presta nesse caminho percorrido pelo Homem-Morcego.

Michelle Pfeiffer está deslumbrante naquela roupa copiada ad nauseam pelos filmes pornôs e vendida até hoje em sex-shops.

Tenho que te apresentar minha costureira...

"Tenho que te apresentar minha costureira..."

Afora a brincadeira com a roupa da Mulher-Gato, tudo convence, desde os amassos com Keaton/Batman, até o comportamento felino bem desenvolvido pela adorável Pfeiffer. Nenhuma das sucessoras da Mulher-Gato superou o seu efeito.

Aí veio a Nicole Kidman em atuação bem comportada, sem nada de mais, porém com um guarda-roupa, no mínimo, invejado pela Uma Thurman, sempre surgindo em meio a uma profusão de cores ao estilo “carro de escola de samba do grupo de acesso do carnaval do Rio de Janeiro”; um horror para dizer o mínimo:

Alguém sabe pra que lado foi a Parada Gay?

"Alguém sabe pra que lado foi a Parada Gay?"

Uma Thurman não brilhou no quesito interpretação, não comoveu e ficou feia na película.

Derrame? Não, eu rio assim mesmo

"Derrame? Não, eu rio assim mesmo"

Na era Begins, Katie Homes demonstrou o máximo do seu talento: conversar entortando a boca e usando um visual tão comum que ficou quase assexuada!

Mas em matéria de atuação péssima, equivocada e totalmente sopa de chuchu está a da mocinha deste filme que eu classifiquei como “melhor de todos”. A imperfeição ficou por conta das aparições da coelhinha do Dent, Maggie Gyllenhaal, e para restabelecer a perfeição, Nolan deu cabo da mulher (que bom!).

Gyllenhaal aparece sempre vestida de preto ou branco ou preto e branco, atuando ao estilo “empregada que faz ponta em grande produção”, mais parecendo um dos figurantes na festa do Bruce e quando morre, só faz biquinho. Ao menos, a Rachel de Holmes usava botas, ostentando alguma personalidade.

Talvez com esta roupa Harvey Dent pare de me assediar no escritório...

"Talvez com esta roupa Harvey Dent pare de me assediar no escritório..."

A melhor atuação feminina do Dark Knight é da bailarina russa-namorada de Bruce, inclusive fazendo uma cena alusiva ao fato de Bale não ter o queixo quadrado – traço marcante nos desenhos de HQ-, colocando um guardanapo no rosto de Dent, enquanto Rachel olha com cara de abóbora para Bruce. A bailarina russa – Natascha – interpretada pela atriz Beatrice Rosen, que não é russa, é pouco conhecida, mas com atuações nos seriados Charmed e Smallville – mostrou seu talento e seu sotaque -, aparecendo no iate do Bruce, na companhia de Alfred e usando um chapéu digno de uma lady.

Isto é, a russa tinha estilo.

Como Gyllenhaal tem um nariz de porquinho, lembra muito a Miss Piggy, personagem do Muppet Babies, sem uma atuação forte e um guarda-roupa digno de diva, não conseguiu empolgar, deixando o público muito satisfeito quando foi pelos ares.

Eu acredito que com a explosão bombástica da Rachel, Nolan sinalizou que, se Batman, The Dark Night terá seqüência, ao menos já se livrou de um dos problemas, restando o caminho limpo para esperança de atuações femininas mais felizes.

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4 Respostas

  1. No Memento e no Grande Truque o Nolan também não dá lá muita bola pras personagens femininas.
    É no Insônia que uma mulher ganha maior destaque; mas vejam só, essa é a Hillary Swank, que só se dá bem se passando por homem ou dando porrada que nem homem.

    Ah… Também não podemos deixar de mencionar a Alicia Silverstone e sua Batgirl acima do peso, no Batman & Robin.

  2. Ré, ré… Eu nunca havia reparado no figurino estilo inca venusiano da Uma Thurman: as luvas vêm com as unhas pintadinhas de vermelho. Deve ser assim que as heras venenosas se camuflam numa plantação de moranguinhos. O inferno é pouco pra esse Joel Schumacher.

  3. onde esta harley kin.

  4. Comentário perfeito. Concordo da primeira até a última linha. Torcemos para que Talia, Ra’s Al Ghul seja a próxima a aparecer ( ou mesmo a catwoman) desde que bem representada. Se Jennifer Garner não tivesse se queimado com Elecktra seria uma boa…
    bjs
    Adri

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