Crítica Gastronômica – Casa Di Paolo

Nada como um passeio na serra gaúcha pela Rota Romântica num dia bonito. Estava sol, não tão quente assim.., vamos almoçar em algum lugar lá em cima. Depois de rodar e rodar, passeando quando todos os turistas chatos estão infestando e sujando a praia, chegamos a Gramado. O lado ruim é que nem tudo abre direito fora da temporada, o lado bom é que os que abrem, recebem os visitantes ainda melhor do que na alta temporada.

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A bola da vez foi a Casa Di Paolo, uma galeteria bem simpática, com uma decoração que mistura o clássico, o brega de uma escultura de milho na parede e muito vidro. O serviço entretanto, impecável. Extremamente prestativos, serviram rapidamente e atendiam sem encher o saco. Há uma linha tênue entre ser incomodado pelo atendimento e ter um atendimento excelente. Na Di Paolo fui muito bem atendido.

Infelizmente, como estava dirigindo, não pude beber, mas a carta de vinhos é bastante farta. O serviço é baseado num rodízio, onde o galeto é o que menos se come. Como entrada, uma sopa de capeletti, com a massa no ponto e pão artesanal. Causou-me uma certa estranheza ao ser retirado o pão após terminar a sopa. Um italiano deixaria o pão na mesa.

Depois, veio polenta frita, bristolada, salada, salada de batata, um bolinho de queijo frito, um galeto ao primo canto e então, você pode começar a escolher as massas. São poucos molhos, mas gostosos, entretanto, não quer dizer que seja bem feito. O molho tradicional estava mesmo bom, mas o de tomates secos prendia na massa. Presença do creme de leite, suponho. Mas se os molhos não estavam 100%. a qualidade da massa e o ponto em que foi servida sim. Muito bom.

É realmente uma casa muito boa e em quase todos os aspectos, a placa dizendo “você merece”, está muito correta.

Para finalizar, paga-se no caixa e o rapaz que lá estava não deve conhecer a palavra “sorriso”. Tudo que os garçons e a cozinha apresentaram de bom, foi manchado pelo moço que estava no caixa. Seu atendimento foi robótico, sem nenhuma polidez. Quando estava saindo, o garçon novamente disse o famoso “muito obrigado e volte sempre.”

Resumo da ópera:

Estacionamento: Poucas vagas, mas na baixa temporada é suficiente.

Cozinha: 7,5

Atendimento: 8,5

Preço: Em fevereiro de 2014, o rodízio estava R$ 60,00, fora a bebida.

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Crítica gastronômica – Vassouras

O lugar existe desde 1980, em Porto Alegre. Na esquina da Cristóvão Colombo com a Câncio Gomes. Fui lá no sábado, com certo receio que estivesse fechado, inclusive. Cheguei pontualmente ao meio-dia e alí só estava um senhor pedindo que a televisão fosse ligada. O lugar não é grande mas as mesas não são amontoadas. Tem espaço para sentar confortavelmente.

O garçon, muito atencioso por sinal, explicou que no sábado não tem buffet, apenas o serviço do cardápio. Ele me trouxe e fui dar uma conferida. Bebidas boas, vários pratos para duas pessoas e uma opção da velha e boa a la minuta. Pedi uma de filé e fiquei aguardando.

Para beber, como tinha que dirigir depois, pedi um refrigerante. Veio uma coca-cola em garrafa de vidro. Bom sinal. Se tem uma coisa detestável é coca-cola em lata ou garrafa plástica. Quando veio o prato fiquei bastante impressionado. Não é demais, nem pouco. Provavelmente sobraria uns 10% do prato para qualquer um, mas se estiver com fome, vai tudo. A carne macia e no ponto exato. Gostei muito. Certamente irei lá novamente em outro horário.

Resumo da ópera:

Preço: em fevereiro de 2014, a a la minuta de filé foi R$ 22,00.

Ambiente: climatizado. Muito importante no verão escaldante de Porto Alegre

Recomendo.

Ivoti – terra de alemón

Já comentei anteriormente que pegar uma estrada é um dos meus passatempos favoritos. Sair da cidade nem que seja por alguns momentos. Longe da atmosfera xarope de Porto Alegre. Deixo então aqui uma dica sobre o que fazer sem gastar muito. A dica é… Ivoti.

Logo depois de Novo Hamburgo, logo no início da Rota Romântica, a cidade tem algumas opções muito interessantes que valem a pena ver de perto. Eu moraria em Ivoti. Cidade calma, tranquila, com aquele jeito de interior. Muito legal. Logo na entrada, tem um pórtico que lembra o de Gramado.

Mais a frente, passando a fábrica dos Sucos Petry, no caminho de quem sobe para a cidade tem um posto de informações turísticas. Vale a pena dar uma paradinha para pegar as dicas. Os mapas ajudam e NÂO tentem dar a volta na quadra. A cidade é construída no morro, as quadras não são quadradinhas. Se você não conhece, vai se perder. Se sair do caminho não tenha vergonha, pare e retorne por onde veio.

Aconselho a irem até a Ponte do Imperador, onde também tem umas construções muito antigas, feitas com uma técnica de construção germânica. Logo que chegar, estacione confortavelmente – tem espaço – e vá comer alguma coisa na Casa Amarela.

Chegando lá, peça um fristick bem caprichado. É um pequeno café colonial. Vem schmier (conhecida também como chimia ou geléia), pão caseiro, bolo, um monte de coisas gostosas, mas é de cumprimentar quem faz o kasschmier. Para quem não sabe o que é, fica difícil dizer como é. É um ponto do beneficiamento do leite, que fica entre o queijo e o requeijão. É uma das minhas comidas favoritas. Feita assim, desse jeito, é um momento de pura felicidade gastronômica.

Peço desculpas para quem está lendo, mas não deu tempo para fotografar antes de começar a comer. Quando lembrei de fotografar, já estava na segunda xícara de café. Ah, não façam cara feia, salsicha bock e linguiça em café é obrigatório.

Depois de comer, vá passear pelas casas eichamel e veja de perto como os germânicos faziam suas casas. Depois de ver isso, vai entender porque tem casas lá que são mais velhas que a tosse.

Tem um museu que também serve de aula de alemão. Todas as etiquetas estão escritas nas duas línguas. Não é apenas uma ideia bacana, é necessário porque tem muita gente que vai lá e que não fala muito bem o português. Muito bom também.

Na feira, encontra-se várias coisas de artesanato e de produção orgânica. Só não esqueça de levar dinheiro. Lá não tem sinal de celular, portanto, cartão de crédito e débito também não.

Tem mais coisas em Ivoti, mas por agora chega. Fiquei com fome e acho que vou fazer um fristick.

 

Crítica Gastronômica – Italianíssimo

Depois de uns 10 anos pelo menos, acredito que até mais, fui ao Italianíssimo, em Canoas. Era bom, agora está ainda melhor.

Com três opções de rodízio, o cliente fica muito confortável para escolher o que comer. Saladas muito bem preparadas, em especial uma com ricota e tomate seco. Especial. As massas do buffet, idem. Um tortei fenomenal.

Bom, as pizzas são realmente diferentes. A cobertura sempre na medida certa, com os garçons atenciosos e cuidadosos. Na verdade, eles precisam ser mesmo cuidadosos, porque a quantidade de queijo em cima da pizza é um perigo.

Claro que não pude pedir vinho, estava dirigindo, mas sei que a carta deles é boa. Lembro que até a famosa jarra de vinho era de muito boa qualidade. Da próxima vez eu me vingo e não vou com a responsabilidade de dirigir.

O maior problema foi que na televisão estava passando um filme com o Fiuk, que logo foi substituido pelo Faustão. Claro que sem muito volume. Até que seria legal se fosse um show ou algo assim, para dar movimento nas paredes.

A decoração da casa é obviamente em cores da bandeira italiana, com ambiente amplo e bem arejado. Para o meu espanto, o estacionamento ocupa toda a extensão do restaurante, então tem espaço de sobra para estacionar o carro. Aconselho, entretanto, a manobrar e deixar o carro virado de frente para o corredor, se possível. Depois de comer tanto, manobrar vai ser uma tarefa meio que ingrata.

Tem um caviar à Italianíssimo que me interessou bastante. Como será que é o dito cujo? Fiquei mesmo curioso.

O preço não é dos mais caros, diria que é justo pelo que oferece. Se for mais caro, destoa. Ontem deu quase R$ 30,00 para mim, que como motorista, fiquei na água mineral. Faz parte.

Então, vamos ao…

Resumo da ópera:

Local: fácil até para quem não é de Canoas. Tem mapa no site ->> http://www.italianissimo.com.br/

Atendimento: 10

Ambiente: 10 – acessível a cadeirantes

Comida: 10

Preço: com 30,00 come muito bem.

Com certeza, voltarei.

Waffles

Não podia não compartilhar com vocês esta obra.

Uma montanha de waffles quentinhos feitos em casa, como manda o figurino.

Estão servidos?

Maomé? Cadê você?

Crítica Gastronômica – Petiskeira

Pela primeira vez na minha vida fui na Petiskeira.

Frango à milanesa com molho de espinafre e anéis de cebola

Num dia atípico de trabalho, eu e mais 3 colegas fomos ao shopping Praia de Belas almoçar.

Passando pela fila organizada por balizas, entramos no restaurante. Naquele instante não havia ninguém na fila e tinha mesa sobrando, mas o fast-food não perdoa. O atendente pediu gentilmente para que entrássemos usando o caminho das balizas. Achei engraçado.

Lá dentro o atendimento é bom. Rápido, eficiente e tecnológico. Para deixar tudo mais fast, os atendentes usam pads numa pulseira parecida com equipamentos saídos de um filme de ficção científica dos anos 70.

Três de nós pediram um frango à milanesa com molho de espinafre. Troquei a minha batata frita por anéis de cebola. Não é porque é melhor, mas é mais difícil fazer. Qualquer um frita batata. Quero ver alguém fazer anéis de cebola com maestria.

O quarto elemento da mesa pediu um Wrap.

Em poucos minutos, menos que os 15 profetizados pelo atendente, o pedido chegou na mesa. A aparência dos pratos era boa, embora ache meio absurdo o fato de que salada substitui a batata frita. Ou é batata ou é salada. Salada não é tão difícil nem caro para fazer. Deveria acompanhar.

O frango estava bem feitinho, o molho bom, mas o arroz estava um horror. Sou um cara que gosta de arroz. Arroz é uma parte importante do prato. Quando ele está mais cozido do que deveria, dá uma sensação ruim a todo o resto. Arroz fora do ponto não tem desculpa.

Para decorar o prato, foi usado um tomate cereja. UM tomate cereja, cortado ao meio, no espaço vago do prato.

Os anéis de cebola, enormes, estavam bons, mas não tanto quanto o do Burguer King.

Talvez eu volte como curioso para ver outros pratos e ser justo com as outras iguarias da casa, mas esta eu não gostei muito. Sobrou clima de fast-food no prato. Talvez para balancear o bom atendimento.

As meninas no caixa, discutindo quem atendia quem na fila também não ajudou na imagem final do almoço.

Bom… vamos ao…

Resumo da ópera:

Preço: R$ 25,00 – tem espeto corrido bem bom por este preço

Ambiente: 7 – fast-food dificilmente merece mais.

Atendimento: 8 – a inobservância das vagas no interior do restaurante e a necessidade de fazer os clientes passarem pela baliza foi estranho

Comida: 7

Local: 9. É no shopping, no caso o Praia de Belas, então tem estacionamento seguro, mas como todo shopping, a vaga não é no restaurante.

Comidas para calor de 40 graus

Duvido que tenha alguém que consegue se entupir com essas iguarias.

Tirando a feijoada, o resto eu não como nem no inverno.

Não estão em ordem, só tem número porque eu fiquei com vontade de colocar número.

1. Mocotó com dobradinha

 

2. Feijoada

3. Buchada de Bode

4 – Rabada

5 – Frango ao molho pardo

Comeu, suou dois dias.