Com design e Sem design

Muitas vezes escutei coisas como:

– Porque isso é tão caro?

– Porque vai me cobrar tanto, é só um desenho?

– Mas isso daí é óbvio qualquer um pensaria nisto.

Obviamente que não. Se qualquer um pensaria naquela solução, já o teria feito. Não teria chamado um profissional para resolver. Para ilustrar melhor a situação, fiz dois vídeos de um curso de HTML que não existe.

O primeiro, uma aula feita só com o texto e a captura de tela do que é usado para escrever HTML Para quem não sabe, esta é uma linguagem tão bocó que até um bloco de notas do windows serve para fazer.

O segundo vídeo, foi feito com planejamento, roteiro, comunicação verbal e não verbal e todos os componentes que um designer poderia usar. O apresentador virtual foi usado porque não consegui gravar em vídeo alguém que fosse fotogênico.

Fazer algo com design significa ver além do que é óbvio, tornar simples e passar despercebido quando o usuário estiver usando.

Anúncios

Populate, a nova ferramenta do 3D Max

Nunca foi tão fácil.

O 3DMax 2014 está com uma ferramenta muito legal para aplicar em maquetes virtuais. Chama-se Populate. A coisa é mesmo muito, mas muito simples. É só criar a esteira por onde vão passar as criaturas, depois configurar num painel a quantidade  de pessoas e como irão se comportar. Pronto. Se dei mais que 5 cliques foi muito, mas o resultado é muito legal. Agora os parques, casas e afins ficarão povoados rapidamente e nem demora tanto para renderizar. Achei muito show de bola.

Quarta-feira

Isso é que é sofá, não é aquela coisa lá de casa.

Quarta-feira é dia do sofá.

Ok, não é apenas pela piada, mas pelo conjunto da obra. Achei interessante o contraste das cores e o tapete. As vezes vejo a regra do tapete 1/3 para baixo do sofá, outras vezes vejo esta regra quebrada. Acho que no final das contas, depende do que o dono acha mais bonito.

Só não teria a mesa com vidro. Não vou ver aquelas quinas.

Novo projeto no 3DMax

Muito espaço para assistir TV

Muito espaço para assistir TV

Esta imagem foi produzida com dois softwares. A planta baixa foi criada no AutoCAD. Nele tudo é feito com precisão e com um conjunto de ferramentas adequadas para o desenho técnico. Depois, transformado em 3D, montando toda a estrutura principal.

Depois foi levado para o 3DMax, onde recebeu os móveis, materiais, luzes e câmeras. Um software está ligado ao outro, ou seja, se alguma modificação é feita no AutoCAD, o 3DMax recebe e assim o trabalho fica muito mais rápido.

A renderização, ficou por conta do Mental Ray, o renderizador oficial da Autodesk. A animação vai demorar um pouco, porque cada quadro destes demora cerca de 30 minutos para ser feito. Considerando que cada segundo tem 30 quadros… bom, faça as contas. Demora assim mesmo.

VFX com After Effects

A coisa que eu mais gostei nos filmes, em toda a minha vida, foram os efeitos visuais. A cada dia me especializo mais nesta área. Eu realmente gosto de fazer isso e de estudar isso. Felizmente me pagam para tal. Já postei algumas coisas que fiz com computação gráfica, hoje é a vez de uma brincadeira de aula feita com o Adobe After Effects, versão CS6.
Primeiro o rapaz foi gravado em video sobre um fundo neutro, também conhecido como fundo de chroma. Esse fundo é azul ou verde, mas desta vez foi azul.
Depois de gravado, vários processos foramm aplicados, compondo efeito por efeito que está na tela. Então, cada tiro e estilhaço foi aplicado separadamente. Foi bem divertido fazer.

Para não ter dúvida

Sei lá, quem fez queria que todos tivessem certeza do que se trata o produto. Vai que ele é um produto elíptico. Daí o melhor é deixar bem claro.

Francamente, na hora de fazer uma embalagem se deve tomar cuidado com o que se escreve. Isso é a mesma coisa que dizer que se vai subir para cima ou descer para baixo. Que tal falar que é um pote plástico apenas? Talvez o diâmetro bem destacado, sei lá.

Pode me chamar de ranheta.

 

Comerciais e animação

Tão antigo quanto o castigo de ajoelhar no milho, cobertores Parahyba apostaram num desenho animado. Foi em 1961 e ficou tanto tempo no ar que quando eu vi, já era outra versão do desenho com o mesmo jingle.

10 anos depois, a técnica de animação é praticamente a mesma, mas a televisão já começava a ser transmitida em cores.

Já quase no fim da década de 70, mais precisamente 1978, a técnica de animação empregada nos comerciais já beira a mesma dos grandes estúdios.

Em 1980, a animação já está absorvendo novas técnicas. Efeitos de composição dão brilho e volume diferentes. Não é exatamente computação gráfica, mas é quase.

1983. a Faber-Castell figurou na telinha com um comercial que virou hit… ou será um hit que virou comercial? Compare a qualidade de animação entre este e o primeiro. O domínio da técnica de animação, em 2D, ou seja, continua sendo pintura em acetato e gravação em filme quadro a quadro, é bem diferente.

Para fechar os 90, mais Pink Floyd do que nunca, o comercial Nova Era, da Sharp

Em 2000, a composição e a animação chegam a um ponto que não tem mais volta… computação gráfica.

E em 2010, um comercial de panelas com fotorealismo. Computação gráfica de primeira.

De qualquer maneira, em 2D ou 3D, comercial com animação é sempre legal. Quem faz pode secretamente experimentar coisas e contar uma história em 30 segundos ou menos sem limites. Animação pode tudo.