17 – O Último Guerreiro das Estrelas

95b9dac3753abf88dba4c87812f8dc8a_2_jpg_210x312_crop_upscale_q90Corriam os últimos dias de 1984. Era 29 de dezembro, um sábado, sei disso porque costumava anotar esse tipo de coisa na época. Nesse dia saí da sala de cinema certo de que recém assistira ao melhor filme da minha vida. Ora, em 1984 um bom cinéfilo teria bons motivos para sair do cinema com essa sensação: o ano nos presenteara com Amadeus e Era Uma Vez na América, clássicos absolutos. Mas eu ainda era um moleque de 12 anos: naquela tarde, meu melhor filme de todos os tempos foi O Último Guerreiro das Estrelas.

 O porquê de tamanho fascínio e arrebatamento não é difícil de explicar: as únicas diversões de Alex, rapaz pobre que morava em um estacionamento de trailers no meio do nada, eram encontrar a namoradinha white trash como ele e jogar um arcade chamado Starfighter. Após bater o recorde do jogo, Alex recebia a visita de um alien. O visitante revelava que a máquina era na verdade um teste: os controles da máquina de fliperama emulavam os comandos de uma nave espacial verdadeira, e aqueles que se destacassem no jogoimages (1) eram “recrutados pela União Interplanetária para defender a fronteira de Xur e a Armada de Ko-Dan”. Resumindo, após algumas idas e vindas, Alex aceitava a missão, virava um piloto intergalático, salvava o universo e voltava consagrado pra buscar a namorada. Viveriam felizes para sempre viajando pelo espaço sideral. Ora, que guri não se identificaria com um filme destes?

O diretor de O Último Guerreiro das Estrelas, Nick Castle, trazia no DNA a manha de agradar o público adolescente. Seu pai, William Castle, foi um pioneiro na exploração dessa fatia do mercado. Era uma figura ímpar, gênio do marketing e da autopromoção, um tremendo picareta. Sua trajetória inspirou o filme Matinée – Uma Sessão Muito Louca, de Joe Dante. Vale a pena dar uma conferida.

Ainda que não tenha sido um estrondoso imagessucesso, O Último Guerreiro… amealhou alguns fiéis, que o transformaram em um cult, com direito a documentário e mesmo a um jogo baseado no arcade que aparece no filme. Apesar do merchandising nada sutil – o arcade era da Atari e as naves da União Interplanetária exibiam sua logomarca nas naves –  a lendária empresa de videogame nunca conseguiu desenvolver o game. Os fãs é que se mobilizaram para dar vida ao jogo.

Olhando o filme hoje, muita coisa parece ultrapassada e até mesmo risível. Os efeitos visuais são de doer, mas tinham algo de revolucionário na época. O Último Guerreiro não sobreviveu aos efeitos do tempo, mas ainda assim parece ter deixado um herdeiro aqui e ali. Vejam, por exemplo, a trama de Ender`s Game, filme do ano passado, sobre uma equipe de adolescentes recrutada para defender a Terra contra invasores de outros planetas. É justamente o talento para os videogames que os credencia para a tarefa. Familiar?

Aqui um link bacana com mais informações, fotos e o trailer de O Último Guerreiro…

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2 Respostas

  1. Não era a fronteira Xoan e a armada Konami?

  2. hehe Konami era concorrência.

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