26 – A Hora do Pesadelo

O companheiro Sempre Alerta sempre foi fã desse belo poster de A Hora do Pesadelo.

O companheiro Sempre Alerta sempre foi fã desse belo poster de A Hora do Pesadelo.

Foi a partir de 1984 que as distribuidores nacionais começaram a apresentar os sintomas da terrível febre da hora: os pacientes acometidos por esse mal manifestavam um incontrolável impulso de tacar a palavra “hora” em tudo quanto era título de filme: era um tal de A Hora da Zona Morta, A Hora do Lobisomem, A Hora do Espanto, Karatê Kid – a Hora da Verdade,… Horas estas que, evidentemente, não tinham nada, absolutamente nada a ver com os títulos originais.

Não tenho certeza, mas acredito que essa onda tenha começado com A Hora do Pesadelo. No original era A Nightmare on Elm Street, em alusão ao nome da rua onde  grande parte da trama transcorria. Os custos de produção foram baixíssimos, ficando abaixo de dois milhões de dólares. Rendeu mais de 25 só nos Estados Unidos, sem contar a bilheteria mundial e o faturamento posterior com a locação de vídeos, mercado que estava em franca expansão nesse período. Foi o primeiro sucesso da New Line, estúdio que a partir de então ficaria conhecido como “a casa que Freddy construiu”.

O cenário é um bairro residencial em Springwood, pequena cidade fictícia no estado de Ohio, onde adolescentes começam a morrer durante o sono, sem explicações. No decorrer do filme descobrimos que as vítimas são assassinadas durante seus sonhos, por um serial killer chamado Freddy Krueger. Krueger, um zelador de escola, havia sido capturado pela polícia, acusado de ter matado 20 crianças, mas devido a questões técnicas legais, acabou solto. Os pais das vítimas, irados, partiram para a vingança, transformando Freddy em churrasco. Ao que tudo indica, ele resolveu voltar dos mortos para se vingar da vingança, matando os filhos daqueles que o mataram.


fred

O carismático personagem interpretado por Robert Englund entrou imediatamente para o imaginário popular. Além da grande sacada de um monstro que atacava nos sonhos, onde as vítimas estavam indefesas, havia também as icônicas garras, a camisa listrada vermelha e verde, a horripilante maquiagem… Tudo colaborou para que o filme se destacasse dos demais slashers de seu tempo, acrescentando um novo nome à galeria dos ícones do horror.

cravenO pai de Freddy é um sujeito chamado Wes Craven, também nascido em Ohio. Antes de entrar para o cinema, Craven lecionava inglês em uma universidade de Nova York. Trocou a vida acadêmica pelo cinema… pornô. No mundo do cinema erótico aprendeu a usar a câmera, enquadrar, iluminar e tudo mais que se relacionava com a parte técnica audiovisual. Ele relembra essa experiência em Inside Deep Throat, um documentário sobre Garganta Profunda e o universo do pornô de inícios dos anos de 1970.

Ao lado de Sean Cunnigham (o criador de Jason Voorhess, da série Sexta-feira 13), enveredou para os filmes de horror. Com seus dois Quadrilha de Sádicos, ganhou algum destaque. Em 1982, cometeria uma sofrível adaptação para O Monstro do Pântano, o personagem da DC. Estourou de vez com Freddy, mas iria ainda mais longe nos anos 90, ao reinventar o slasher com a série Pânico, seu maior sucesso de bilheteria.

Quanto à Freddy, teve várias continuações, um insólito crossover com Jason e um fracassado reboot, mais recentemente. As continuações, a certa altura, descambaram para aquela apelativa mistura entre terror e comédia, tão comum ao trash dos anos 80. Mas seguiam rendendo tão bem, ou mais, que o primeiro filme. O terceiro, lançado em 1987, faturou 57 milhões só nos EUA, tornando-se a maior arrecadação para um filme independente até então.

Jack Sparrow usou mullet.

Jack Sparrow usou mullet.

Curiosidade: A Hora do Pesadelo foi o primeiro filme de Johnny Depp. Nessa cena é possível vê-lo caindo no sono.

Aqui o trailer do debut de Freddy. Bons sonhos.

Uma resposta

  1. Sou e continuo sendo fã do poster!

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