Trânsito nosso de cada dia

Tenho certeza absoluta que o inferno não é composto de um sujeito malvado, com tridente na mão, fogo, gritos e todos aqueles símbolos que aparecem em filmes de terror. Na verdade, o inferno é feito de ruas e carros. Muitos carros. Dez anos atrás, pegar a BR era certeza de alguns pontos de congestionamento. Era certo que na saída da cidade, pelo aeroporto e na ponte entre Porto Alegre e Canoas. Depois, lá pelo centro de Canoas de novo e depois… só em São Leopoldo.

Hoje, só não temos viaduto eliminando sinaleira em Sapucaia, entretanto, para chegar no horário a dica é pensar em rally. Sim, porque num rally, além de cuidar o caminho você precisa estar constantemente de olho no relógio. Tem que buscar rotas alternativas as vezes e claro, cuidar do seu e do carro dos outros.

O percurso entre Porto Alegre e Novo Hamburgo, hoje em horário de pico, chega a pouco mais de uma hora e trinta minutos. É impensável isso, se considerar a distancia de apenas 50 quilômetros. É porque as ruas são as mesmas, porém o número de carros aumenta assustadoramente. E como todo mundo quer e quase todos podem conseguir crédito, saem mais e mais carros para as ruas.

Eu pegaria um trem, se houvesse até onde eu tenho que ir. Só que não tem. Até se vê obras, mas é tudo lento. Quando finalmente se faz algo, já não é solução, é apenas um paliativo. É como a terceira perimetral. Quando foi liberada, não aliviou tanto assim, ficou apenas trancadinho, ao invés de trancadaço. É sempre correr atrás do ideal, nunca é fazer o ideal no tempo certo.

Já postei no passado fotos da estrada, num engarrafamento. Está apenas pior. Mesmo com a expansão milagrosa de mais uma pista no sentido interior-Porto Alegre. A situação está sempre na beira do colapso e não vejo solução rápida. Talvez restringir o tráfego de caminhões em horários alternativos seja mais um paliativo, mas só até o número de veículos ocupar o espaço deixado pelos veículos de grande porte.

É meio ranhetice mesmo da minha parte, mas é que perder tempo no trânsito é chato demais.

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Uma resposta

  1. A respeito dos “paliativos”, a impressão que eu tenho é que eles são feitos com base na situação atual, e não em projeções. E, se existe projeções, ou elas são muito erradas, ou as obras se estendem muito além do tempo necessário, por diversos fatores.

    Fora isso, a educação no trânsito, cada vez pior.
    Muitos motoristas sequer fazem uma coisa simples e que deveria ser automática, como usar a seta para sinalizar mudança de direção na pista…

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