Uma viagem no carnaval

Ontem, sábado, fui viajar. Resolvi colocar nada na mochila e viajar para São Lourenço do Sul. Não foi uma viagem qualquer. Foi uma viagem através do tempo e do espaço. Uma viagem ao interior do inconsciente consciente. Uma viagem só possível para quem esteve lá e… eu estive.

Estive numa barraca amarela e azul, estilo canadense. Um calor insuportável abrandada pela água quase morna da lagoa. A barraca sob a sombra de uma árvore logo na frente da lagoa, no camping municipal. Ali, bem ali mesmo onde me lembro. Um tronco seco deitado sobre a areia servindo de banco para os campistas despreparados. Fomos acampar sem levar muita coisa útil.

Ficamos da água para a barraca e da barraca para a água. Durante a noite, violão e mosquitos. Tudo num calor abrasivo. Ao capotarmos de sono, o que impedia o descanso eram os mosquitos. Eram tantos e tão vorazes e barulhentos que pareciam jatos F-15 passando por nós. Todos os ocupantes da barraca, apertados naquela canadense, fingindo dormir.

Sim, fingindo dormir porque ninguém conseguia. Alternadamente um levantava a cabeça e impressionado pensava “como é que esses caras conseguem dormir com tudo isso?” Na verdade ninguém dormia. Só que um não se encontrava com o outro.

Em determinado momento, indignado, resolvi dormir fora da barraca. O desespero por causa daquele ambiente afogante, me empurrou para fora da barraca. Tanto faz se a toalha do banho que estava secando no varal improvisado ainda estava molhada. Serviria belamente para me salvar dos mosquitos.

Fui até o tronco e sem muito cuidado, empurrei a areia para fazer uma espécie de travesseiro. Deitei ali, na frente da lagoa e percebi que não havia mosquito algum. Nada. Só o som da água. Acabei dormindo ali, fora da barraca mas sem mosquito. A parte estranha foi acordar e ter perto de mim um cachorro, que também estava dormindo ali. Não faço a menor ideia de quem era aquele cachorro, bem vira-lata.

Pela manhã, praticamente, voltei para a barraca e deixei ela aberta. Os predadores sugadores de sangue já estavam satisfeitos com o sangue de meus amigos. Sem risco algum, tirei um bom cochilo ainda antes dos outros acordarem.

Caos total.

Belas lembranças.

 

2 Respostas

  1. Viu como tu escreve direitinho? Ehehehehe…
    Já pode incluir uma categoria aí: Histórias de São Lourenço.

  2. Bolacha de queijo e cebolinha.

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