Cowboy Junkies – The Nomad Series, Volume 3 – Sing In My Meadow (2011)

“This is going to be an album of Acid Blues. Songs of sex and violence.”

Promessa feita, promessa cumprida. Menos cowboy e bem mais junkie, o terceiro disco do projeto The Nomad Series continua o desafio a que a banda se propôs na metade de 2010, que era de lançar 4 discos inéditos em 18 meses.

Sing In My Meadow tem um clima predominantemente lisérgico e denso que, além de não ser exatamente uma novidade no som da banda, serve como excelente pano de fundo para os sempre reconfortantes vocais de Margo Timmins, que dão vida ao peso de letras como “one night he chose to choke is wife, until the light that was there turned cold”, da música de abertura, Continental Drift.

Na ótima 3rd Crusade, um ritmo mais acelerado reforça o comentário da busca de riquezas em conflitos justificados por diferenças religiosas. E em como você pode ser levado a acreditar em um lado ou outro, no refrão “i’ve been told what you’ve been bold, believing in that shit that you’ve been sold”, terminando de maneira pessimista com a declaração “the rich still get richer, the poor still spill their blood, the poppies grow in Kandahar and the oil still flows in Saud.”

Late Night Radio e Sing in My Meadow, a faixa-título, se destacam com seus excelentes refrões e andamentos cadenciados, enquanto Hunted reaparece com suas letras que se encaixam no tema do álbum, mas cuja regravação não se distancia muito da original que aparece em Pale Sun, Crescent Moon, de 1993.

À exceção de duas composições em parceria com o sempre excelente baixista Alan Anton, Michael Timmins escreve todas as letras e melodias, e continua explorando efeitos, ruídos e distorções na sua guitarra. O baterista Peter Timmins segue como ponto importante na sonoridade e a participação de Jeff Bird na harmônica e no mandolim acrescenta vários bons momentos e detalhes à audição.

É possível ouvir o ótimo Sing In My Meadow e outros discos no site oficial dos sempre confiáveis Cowboy Junkies, que chegam aos seus 25 anos de estrada ainda experimentando e incorporando novas sonoridades ou revisitando e reinventando recursos dos discos anteriores, sem perder o controle ou, o mais importante, sua identidade. Recomendado.

2 Respostas

  1. Que supresa uma critica inteligente e competente falando dos Cowboy Junkies, num país de criticos ” babaovos’ de Coldpray e Radiohead; alguém diferente e falando de uma banda bem melhor que as outras duas; mostra que não estamos fardado a mesmice que assola a ” critica brasileira”. Parabéns.

  2. Obrigado pelo comentário, João.
    Cowboy Junkies ainda é uma das minhas bandas preferidas e, como eu disse no texto, das mais “confiáveis”.
    Escrevi outro post sobre eles neste link aqui
    https://alertageral.wordpress.com/2009/04/10/cowboy-junkies-trinity-revisited/
    caso queiras dar uma olhada.🙂

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