Não sou de nenhum lugar, Sou de lugar nenhum

Nowhere Boy. Putz, não achei que seria tão ruim.

Sam Taylor-Wood passa quase duas horas tentando comprovar a tese de que John Lennon era chegado na mãezinha. E o diretor não é lá muito sutil ao “insinuar” o lado Édipo do ex-Beatle. Pior: a atriz que faz a Julia é a cara escrita e escarrada da Bozena, a empregada lá de Pato Branco do extinto Toma lá dá cá, e daí?

Mais miscastings: o ator que escolheram pra fazer o Lennon tá mais pra Superboy e o que interpreta o Paul parece um canário assustado. Só a Kristin Scott Thomas é que tá melhorzinha ali no meio, no papel da austera Tia Mimi, a mulher que criou John.

Só assisti até o fim por causa das referências à formação da banda (desde os Quarrymen) e às influências musicais dos caras. Por exemplo, o filme abre com um estrondoso acorde em G4, como na clássica introdução de A Hard Day’s Night. Uma outra hora mostram Lennon distraído na sala de aula, desenhando morsas. Esses detalhes é que tornam Nowhere Boy (um pouco) tolerável.

Em Nowhere Boy ele quer comer a mãe, no Backbeat ele quer comer/dar pro Stu. Tenho até com medo de ver o tal Naked

Em tempo: se quiserem um bildungsroman com o mesmo título, mas que valha a pena, não deixem de dar uma espiada nesse post do colega 300.

2 Respostas

  1. Vi e não gostei muito. Gostei mais das referências também.

  2. G4, também conhecido como “acorde isbina”.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: