Terremotos, tsunamis e usinas nucleares

Estava falando com meu amigo Frank sobre as catástrofes climáticas e ele me contou uma história.
Tinha um marinheiro que cuidava do barco da família. Era um sujeito experiente, com a vida toda dedicada ao mar e os barcos.
A prefeitura construiu um aterro, mar adentro, para uma praça ou algo assim. Sinceramente não lembro. O marinheiro falava sempre a mesma coisa quando passavam por lá. Falava essas coisas de velho, que sempre repete a mesma coisa quando passa por um lugar específico.
– Um dia o mar toma de volta.
Não demorou e numa tempestade o mar realmente tomou. Destruiu o aterro. Acabou com tudo.
Mesma coisa com o resto do mundo. Uma hora a natureza retoma.
Gosto muito do já falecido George Carlin. Num stand-up ele diz que “o planeta Terra está bem, nós é que corremos risco”. Nada mais certo. Nós somos apenas uma praga sobre o planeta. Furamos, cortamos, ferimos e torturamos a natureza. Uma hora isso tudo retorna. Nem precisa muito. Somos tão frágeis que precisa apenas umas ondas e um tremor de terra para paralizar o Japão. Deixar os nipônicos sem comida e combustível em dois dias. Da outra vez, uma onda é suficiente para acabar com as férias na Indonésia.
Depois ficamos choramingando, pensando na tragédia.
Tudo bem, nem tudo é causado pelo homem. Não criamos terremotos. Agora, se aquelas usinas racharem no meio a coisa fica feia. Do outro lado do mundo, no nosso lado do mundo, Barack Obama diz que vai continuar com o programa de usinas nucleares, aumentando a produção de energia atômica.

Cara, quase deu problema no japão, basta só um empurrãozinho. Todo mundo sabe que usina nuclear foi feita para vazar radiação, mais cedo ou mais tarde vaza. É como o Bozo subindo e descendo da escada todo santo dia, uma hora os sapatos trancam nos degraus e ele cai.

Terremotos, tsunamis e usinas nucleares. Não pode dar certo.

Uma resposta

  1. Não perdi a esperança de que o Hayata erga a Cápsula Beta, se transforme no Ultraman, arranque uma usina nuclear mais a perigo do chão, diga ‘swatch’ e voe para o espaço com a dita cuja deixando-a lá para esplodir longe do nosso querido Japão.

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