Qual será o motivo?

Ontem ao retornar para casa resolvi pegar um táxi. Já estava tarde, as ruas não são lá muito seguras e aconteceram 2 assassinatos em 2 dias nas imediações.

O taxista estava ouvindo rádio, o final da jornada esportiva onde o técnico Renato Gaúcho – na boa, apelido com nome de estado deveria ser proibido – estava em entrevista já. Mesmo não sendo o meu time resolvi prestar atenção ao que dizia. Confesso que gosto de algumas coisas que o técnico fala e faz. Gosto principalmente da agenda dele, com certeza um acervo de telefones de fazer inveja já na letra A. Talvez por isso sua agenda tem também o apelido de “menu”.

Na verdade não é o que quero falar. Naqueles quase dez minutos de viagem, os repórteres fizeram uma saraivada de perguntas absurdamente iguais. O primeiro que ouvi perguntou sobre a atuação da dupla de atacantes. Renato respondeu amavelmente. Logo em seguida, o segundo perguntou sobre o que ele como técnico havia achado de Borges e André Lima. Por fim, o terceiro repórtes indagou se o ataque do grêmio estava bem com a dupla.

Poxa… Renato respondeu em menos de 10 minutos a mesma pergunta. Na mesma forma e conteúdo. Será que não dava para ter uma carta na manga para perguntar outra coisa caso alguém tenha a mesma idéia?

– Ei Einstein, e a teoria da relatividade, heim? O que pode nos dizer a respeito?

– Einstein, a teoria da relatividade, como está?

– Professor, a teoria da relatividade é isso aí mesmo?

Por isso que desligo o rádio assim que o juiz apita o fim do jogo.

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