Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton (2010): muito glacê e pouco sal.

É fato que fiquei bastante empolgado quando soube que Tim Burton iria dirigir uma versão do clássico de Lewis Carrol.
Também fiquei bastante empolgado ao ver o primeiro trailer (em 3D!!!) e pensei que esse devia ser o filme que um cara conhecido por visualizar e transpor para a tela mundos fantásticos e delirantes devia querer fazer há muito tempo, e agora ele tinha à disposição a tecnologia para tal.
Também é fato que quanto mais eu lia sobre o filme, menos empolgado eu ficava.
Tanto é que acabei não assistindo no cinema – sequer no 2D convencional.
Infelizmente boa parte do que li a respeito do filme acabou se confirmando no último fim de semana, quando finalmente assisti à adaptação de Burton & Cia.

Não aguento mais todo esse verde.

O filme é frio e o espectador pouco se importa com o destino dos personagens, e a expressão “não existe método na loucura” me vem à mente quando penso que o filme é completamente dominado justamente pela tecnologia que eu acreditei ser indispensável à realização do longa (que tem 109 minutos mas parece ter 3 horas).
Ora, um filme em que praticamente nenhuma cena está livre dos efeitos especiais é metódico por excelência e parece excluir praticamente qualquer possibilidade de devaneio e improvisação por parte de quem quer que seja. Há pouquíssima loucura na adaptação, versão, re-imaginação ou seja lá o que for, de uma das histórias mais malucas da literatura universal. Ainda assim, vá lá, Helena Bonham Carter nos oferece alguma dose de insanidade com a sua cabeçuda Rainha Vermelha e acaba sendo a melhor coisa do filme. Mas… como eu disse antes, eu aposto que ninguém se importa com o que vai acontecer com ela ou quem quer que seja no final – e principalmente com a Alice.
Não é o pior filme que eu já vi na vida, mas levando em consideração as expectativas, as possibilidades e o cacife dos envolvidos, está bem longe de ser – com o perdão do trocadilho – uma maravilha.

Cabeçuda é a mãe!

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Uma resposta

  1. Alice, Sherlock Holmes, Robin Hood, Os Três Mosqueteiros… Parece um “Thesouro da Juventude revival”.

    Bom mesmo é o Nolan, que não teve medo de buscar algo novo.

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