Feliz Equinócio

Os demais membros vão achar este texto altamente maionesistico. Se você não está psicologicamente preparado para ler este texto um tanto chato, melhor ler o texto sobre zumbis nazistas, que é bem mais divertido. Isso porque vou falar o que me der na telha sobre a páscoa.

Não consigo entender como em pleno século XXI as pessoas não compreenderam essa data ainda. Talvez seja porque não saibam fazer as contas. Quando eu for pai, meu filho, minha filha ou os dois juntos (sei lá, podem ser gêmeos), nunca vão receber ovo de chocolate como essa enorme turba de imbecis faz. Tampouco vão na missa ou qualquer outra coisa ainda mais imbecil. Sinto muito aos que acreditam nisso, mas é só para deixar claro o tom que está no texto depois de clicar ali no link para ler mais.

Primeiro. Páscoa vem de uma festa judaica. É para lembrar um determinado momento em que assalariados, livres trabalhadores e sim, alguns escravos que se juntaram a eles resolveram escutar o Lula da época, ou seja, Moisés, e na primeira greve de categoria da história, resolvem dar um pé na bunda na diretoria. Também, como Moisés vendeu a idéia de que ia ter mel, sombra e água fresca para todos, que mané que trabalha de sol a sol não ia querer ir junto?

Claro que isso também está inscrito na tradição de passagem de uma casa zodiacal para outra. Assim como Mitra, Moisés representa o signo seguinte. Não é a toa que na tal bíblia o povo estava reunido e festejando um touro. Era a casa zodiacal onde estavam. Moisés representava a próxima. Isto também faz parte do mito que junto com a verdade histórica do êxodo judeu virou a história que todo ano é reprisada na televisão.

Segundo. O equinócio vernal tem mais a ver com a páscoa que todo mundo participa do que qualquer outra coisa. São simbolos religiosos pagãos. O coelho é um símbolo pagão da fertilidade. Assim como o ovo. Na festa de equinócio, os pagãos se reuniam para festejar. Dar a ultima festa de arromba antes do inverno. Um tremendo bota-fora. Agradeciam aos deuses pelo que haviam conseguido colher, cultivar, armazenar… Coisas de pagão. Eles festejavam, brindavam, bebiam e olhavam para a lua. Sim, porque na lua está uma sombra de coelho. Na verdade são as crateras lunares que tem esse formato. Formato de coelho na lua… coelho que se reproduz muito… fertilidade… ovos que nascem pintinhos… nascimento… fertilidade…

O melhor de tudo é que sexo era a sobremesa. Não exatamente uma orgia, mas ritualistico. Sexo é vida… Eu gosto dos pagãos…

Terceiro. Correntes filosóficas vêem nesta época do equinócio o início do ano, porque é o entardecer do ciclo solar. Vem a noite que é o inverno… e depois vem o calor de novo, do amanhecer. Com calendários com bem mais anos somados do que o mais mentiroso de todos os calendários. Claro que existe muito mais significados filosóficos para estas entidades, que refletem sobre a existência, sobre o nosso papel por aqui e muito mais, porém, para deixar mais breve, basta dizer que pensar é uma coisa extremamente importante.

Quarto. Como que alguém tem aniversário de morte em dias diferentes? Esse tal de Jesus aí que os católicos inventaram tem aniversário de morte variável? O sujeito ficou três dias na cruz? É isso? Sexta da paixão o cara é crucificado. Fica agonizando no sábado e domindo de manhã já tinha sumido da tumba. Isso não dá três dias. Essa é a pérola da história mal contada. Na verdade é o fim de um capítulo, modificado por canetaço no concílio de Nicéia para usar a crença de alguns gatos pingados num mito em moldes greco-romano. Um deus fabricado a partir da necessidade de poder de Constantino, imperador de roma que aproveitou a confusão sobre o que era ou não verdade sobre um Cristo e botou ordem no galinheiro. Ordem que claro, satisfazia principalmente a ele.

Essa história da morte ser flutuante é para atingir os judeus. Eita povinho que é escape para qualquer coisa. Na dúvida, a culpa é do judeu. A Igreja Católica Apostólica Romana esqueceu que o tal Jesus era judeu, engambelou todo mundo dizendo que foi traido e morto por eles e ainda por cima coloca a data flutuando, para coincidir com as festividades do equinócio. Duas festas religiosas. Cada uma dizendo que o seu deus é o que vale. Mais ou menos como Pepsi e Coca-Cola brigando pela eleição do consumidor. No caso, um fiel que se for mesmo bem fiel, vai ajudar seu templo.

Quinto. Como se não bastasse essa lambança toda, a indústria ataca com chocolate. Obrigando a todos a comprarem ovos de chocolate do coelhinho. O engraçado é que mesmo esfregando na cara de todo mundo, ninguém vê que essa parte é pagã. Então o gado vai na missa rezar para um jesus que não existe e depois dar ovos de páscoa pagãos, com a mesma alegria que faziam os adoradores de Pan.

Essas milhões de cabeças de gado fazem isso todos os anos. O pior é que ensinam seus filhos a perpetuarem a mesma mediocridade. Depois tem gente que diz que sou eu quem viaja na maionese.

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9 Respostas

  1. Como assim? O Coelhinho não existe? Vaitifudê!

    E não vem dizer que a turba amorfa e ignara não adora Pan na Páscoa… De que marca tu acha que eram os cigarros de chocolate com o simpático menino na caixinha?

  2. Tcheloco, é característica da pós-modernidade que os símbolos e signos sejam moídos e ganhem novos significados – acontece na linguagem verbal, por que não aconteceria na linguagem simbólica? Já o Marx e o Engels diziam que na era do triunfo burguês o que é sólido derrete no ar. Como é que tu quer que rituais que remetem a milênios não tenham mudado ou sido mal interpretados?

  3. O que me espanta é a involução.

  4. Tem razão. Não vale a pena pensar.

  5. Involução é o trailer que eu vi hoje: G.I. Joe: the Rise of the Cobra. Saca só o texto: “Technically, we don’t exist. We answer to no one. And when all else fails, we don’t.” Três frases, três clichês.

  6. Estos antepassados pagones eran muy tapaditos! Celebravam la llegada del invierno en el equinocio vernal, sendo que esto momento marca lo principio de la primavera…

    Era una fiesta portuguesa, con certeza!

  7. “Tem razão. Não vale a pena pensar.”

    Bom, o que eu queria fazer era exatamente o contrário, pensar mais um pouco, escarafunchar.

  8. Escarafunchar é bom.

  9. Como aquele espadachim famoso, o Scarafounche.

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