Avatar

Meu nome é Aang

Meu nome é Aang

Se você nunca viu, não sabe o que está perdendo.

Avatar é na minha humilde opinião simplesmente a melhor série de animação já feita em todos os tempos.

Eu vi na televisão, baixei os episódios que são divulgados na internet e vou comprar os DVDs.

A última vez que fiquei empolgado dessa maneira foi com o filme da Pixar Os Incríveis. Da mesma maneira, em Avatar o elemento humano está em todos os aspectos da trama. Num dos melhores diálogos de Os Incríveis, pai e mãe incríveis estão discutindo sobre a vida e sobre a vida dos seus filhos, quando ela, a mulher-elástica, grita:

– É o sonho dele ou é o seu?

Quem viu e lembra da carga dramática dessa cena, vai entender então do que estou falando sobre o elemento humano existente em Avatar.

Quem escreveu sabe como contar uma história. Bem contada como nos tempos em que Spielberg sem saber direito o que fazia atrás da câmera dirigia seus melhores filmes.

Em Avatar, não temos um cartoon e nem um anime, temos personagens. Claro que o estilo lembra os animes, basta saber que o mundo onde estão são retratados como na ilustração. Tem cultura oriental em tudo. Não é japonês, nem chinês, nem uma coisa só… é tudo que veio do oriente num só lugar.

E quando você está pronto para uma série de ação, vem a explicação sobre o que é a água, a terra, o fogo e o ar. Justamente o que em qualquer filme ou seriado ficaria pedante e chato, é o mais interessante.

Para mim bastou assistir a abertura da série para ficar fã. Quando num fundo vermelho uma voz explica como as coisas começaram… Realmente muito bom.

Quando a voz fala “água, terra, fogo, ar…” personagens ocultos nas sombras fazem movimentos de artes marciais. Os movimentos imitam a força e o simbolismo de cada elemento. As duas faces da água, a dureza da terra, a agressividade do fogo e as correntes de ar. Naquela abertura eu fiquei com uma pulga atrás da orelha dizendo… “presta atenção, isso aí é diferente… isso aí é bom…”

Nuvens estranhas, não?

Nuvens estranhas, não?

Durante os episódios são mostrados enigmas e peças de um quebra-cabeças que ajudam a compreender o caminho do Avatar. Não tem nada a ver com um jogo, mas sim com simbolismo. Estes signos por exemplo, mostram que o novo Avatar tem um dragão próximo.  Dragões são ligados ao fogo. Sabe-se que para ser o Avatar, é necessário dominar os quatro elementos. Esse dragão é mostrado posteriormente, como o guardião e fiel amigo do Avatar em uma encarnação anterior, o Avatar Roku.

Significa que o novo Avatar também está sendo guiado, mas que o seu conhecimento deve ser conquistado a duras penas, como qualquer conhecimento que valha a pena adquirir.

Sim, é budismo. Sim, a roupa de Aang é mesmo a roupa de um monge.

Quando não é isso, eles fazem referência a filmes, como o velho e bom Indiana Jones, quando caçava a arca perdida.

Calor não?

Calor não?

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Depois disso tudo, se você não ficou com vontade de assistir Avatar, só posso dizer que lamento…

Outro dia eu faço um post só falando das coisas ocultas em Avatar. Não são poucas. Com certeza os roteiristas estavam bem amparados pelos criadores da série. Pelo menos um deles sabe exatamente do que está falando.

As imagens peguei no site http://www.mundoavatar.com.br onde se pode baixar os episódios, mas façam um favor a vocês mesmos e comprem os DVD´s.

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9 Respostas

  1. O primeiro contato que tive com a série (e achei interessante) foi num episódio curtinho, sem ligação aparente com o resto da saga, onde aquele lêmure (?) orelhudo (Momo?) era o protagonista: um episódio sem diálogos, apenas com jogos de luzes e sombras, lembrando muito o estilo do velho e bom Miyazaki.
    Agora, como tem os episódios pra baixar via Rapidshare, acho que vou fazer um favor a mim mesmo e baixar. Comprar o DVD só no dia em que neguinho dobrar o ar… Ou secar gelo.

    Vem filme aí…

  2. A propósito: o outro Avatar, aquele que o Cameron vem prometendo há mais de uma década, parece que finalmente vai estrear no fim do ano.

  3. Estos deseñitos son tudo cosa de boiolón. Bueno mismo era el cartunito de Speedy Gonzalez. Lo resto es mierda.

  4. !Speedy Gonzalez é un Miguelito Ratón!

  5. Aliás, Salamaleco dirige a adaptação, Tcheloco:
    http://www.omelete.com.br/cine/100018985/The_Last_Airbender.aspx

  6. O que reduz sensivelmente as chances do filme ser bom.
    Aliás, como o tempo passa… Já faz dez anos que o M. Night Salmahayek iniciou de forma brilhante sua trajetória no cinemão. E também faz dez anos que ela acabou…

  7. Olha, eu não seria tão pessimista. Sabemos há anos que o Saia, Malandro é um ótimo criador de climas e um diretor com domínio da encenação. O grande problema é que as histórias dele são uma droga.
    Como nesse caso ele vai trabalhar com material alheio, talvez finalmente ele se reencontre.

  8. Concordo que o Saramandaia tenha mão boa pra dirigir, embora escreva feito um débil mental.
    Além do Sexto Sentido, que é bom por inteiro, lembro de sequências de tensão muito bem construídas no Sinais, e de uma rara sensibilidade na abordagem do romance proibido entre o William Hurt e a Sigourney Weaver, no A Vila. Mas a insistência em ser um “cineasta nerd autoral” faz com que a maionese desande.
    Assim como no Watchmen, acho que será outro caso em que a transposição da mídia será o maior obstáculo.
    Basta ver o trailer de um Dragonball, por exemplo, para ver que a coisa não funciona. Bom, o público-alvo, as crianças, é capaz de curtir.

  9. Como assim Dragonball não funciona? Dragonball é pra criança e adolescente. Basta um bom efeito no kamehameháááááá que a festa tá feita.

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