Juno

"I'm a planet!"

“I’m a planet!”

Sabe quando tu está na mesa do boteco com a turma e, no meio da conversa, alguém surge com aquela tirada genial e todo mundo cai na risada? Pois é, agora imagina se, o tempo todo, todo mundo tivesse uma tirada genial para dizer? Depois de um tempo, para ter graça, alguém teria que vir com uma tirada “ultra-genial”, concordam? Me fiz entender?

Pois foi essa a sensação que tive assistindo ao mega-badalado Juno. Parece que os personagens são, o tempo todo, “ultra-safos” e sempre tem aquela respostinha irônica e genial na ponta da língua, mas de maneira um pouco forçada, assim como me pareceram forçadas as inserções de “cultura pop” no meio das conversas. Cinco assassinos numa mesa discutindo sobre a Madonna no filme do Tarantino ficou autêntico, aqui os comentários a respeito de Stooges e Sonic Youth parecem aqueles textos de críticos musicais “cabeça” quando falam sobre “atitude”.

Bom, voltando às “tiradas”, o problema é que, no decorrer da história, tu fica esperando e ninguém surge com a tirada “ultra-genial” que vai te fazer pensar ou rolar de rir, e o resultado é que o filme se mantém num mesmo ritmo o tempo inteiro, e quando tu percebe, ele acabou, sem clímax, sem reviravolta no roteiro… E, afinal de contas, fosse a tal Juno a mega-esperta-safa-cheia de atitude que o filme quer me fazer crer que ela é, acho que ela não teria engravidado…

Ou isso ou eu não “entrei” no filme. Vai ver o roteiro quer discorrer sobre como mesmo as pessoas mais “espertas” podem cometer erros, ou vai ver a Juno lá no fundo queria ser uma dona-de-casa típica e casar e ter filhos com o namoradinho da escola… E depois se apavorou com a idéia…
Bem, mas estou eu aqui dizendo que a película é um desastre? Longe disso. É um filme muito simpático, agradável, bonitinho, tem ótimas atuações de todo mundo (nos extras do dvd tem uma babação de ovo insuportável em cima da Ellen Page…) … Mas ficamos por aqui. Não era prá tanto estardalhaço.

Em se tratando de “gravidezes” indesejadas, fico com o “Ligeiramente Grávidos”, que ainda tem o pedido de casamento mais bacana da história.

3 Respostas

  1. Chick Flick.

  2. Foi no Ligeiramente Grávidos que eu ouvi o tal do Loudon Wainwright III. É a música que toca no fim: “that’s my daughter in the water”… Bem legal.

  3. concordo.

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