Tempos Interessantes

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Pra quem ainda não leu, a dica é a revista Contos Bizarros, uma edição especial da Superinteressante, publicada há quase cinco anos. Vários autores e desenhistas nacionais se revezaram para contar de forma sucinta a história de nove dos mais famosos serial killers da história: Ed Gein, Ted Bundy, Jack, o Estripador, Charles Manson, Zodíaco, Jeffrey Dahmer, toda patota marcando presença. E também o meu favorito, o sr. David Berkowitz, um carteiro nova-iorquino que costumava entregar azeitonas junto com a correspondência. Os assassinatos de Berkowitz causaram uma onda de pânico que se espalhou pelos bairros do Bronx e do Queen’s entre os anos de 1976 e 1977. Os efeitos dessa onda podem ser conferidos no filme O Verão de Sam (1999), de Spike Lee.

Por mais absurda que pareça a idéia de simpatizar com um serial killer, confesso que a figura do “Filho de Sam” sempre me inspirou alguma estima. Afinal, como não se solidarizar com um sujeito que alega receber instruções de um cachorro para matar? Sim, de um cachorro! Em seus depoimentos, Berkowitz afirmou ter sido instigado a cometer os crimes pelo mascote de seu vizinho Sam Carr, um labrador chamado Harvey. Sam seria o Diabo e Harvey uma espécie de arauto. Um maluco e tanto esse Berkowitz. Não esquecendo que também na década de 70 tivemos John Wayne Gancy, um assassino em série que gostava de se vestir de palhaço. Pero sin perder la ternura jamás… Assim eram os loucos perigosos nos idos de 1970.

The postman always shoots twice.

E hoje, que tipo de maluco temos nós? O Joseph Fritzl, este sujeito azedo, que inspira tanta solidariedade quanto um tijolo. O cara nem assassino é, mas a natureza de seus crimes consegue causar repulsa ainda maior. A essas alturas o nome dele já deve ter virado sinônimo de bicho-papão na Áustria: “Filho, não fica fora de casa até tarde se não o Fritzl vai te pegar e te prender no porão!”

Não foi só a música pop que perdeu a qualidade nos últimos 30 anos: os monstros também.

Você compraria um Corcel usado desse senhor?
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3 Respostas

  1. pior de tudo: quando vc disse “azeitonas” imaginei o cara realmente dando uma azeitoninha pros outros junto com as cartas HAHAHA

    ô lesa…

  2. Eu compraria, mas processaria depois.

  3. Obrigado, seu carteiro. Não tem aí um queijinho e um salaminho pamodi acompanhar?

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