Da série… eu também posso ser super-herói

Este texto estava pronto antes, mas tive problemas para publicá-lo enfim, voltando ao assunto dos super-heróis…
Sendo uma pessoa comum ou não, o fato de se associar “super poderes” a quem não sofreu um acidente nuclear, ou não foi picado por algum bicho mutante vem de longe… talvez a primeira tentativa na televisão remeta a 1981, corrijam-me se eu estiver errada.
Criada por Stephen J. Cannel e estrelada por William Katt,Robert Culp e Connie Sellecca, a série “The Greatest American Hero”, transmitida pelo SBT como “O Super Herói Americano”, fez muita gente achar que poderia também ser um super-herói… e porque não?!
A coisa toda começa quando o pacato professor Ralph Hinkley (Willian Katt) e o agente do FBI Bill Maxwell (Culp), têm um contato imediato com um homenzinho verde no deserto Californiano. A dupla recebe uma caixa bacana contendo um uniforme vermelho bacana (para a época…) capaz de prover ao nosso herói, o professor, super poderes que certamente seriam muito úteis no combate ao crime não fosse um detalhezinho… o manual de instruções do uniforme é perdido ainda no deserto.

O fato é, nosso herói-professor, Ralph, o seu “ajudante” e agente do FBI, Bill e a sua namorada Pamela (Selleca), conseguem aos trancos e às vezes com ajuda alheia como o garotinho que ensina Ralph a voar, combater os vilões que nada mais são que bandidos comuns, nada lembrando os vilões dos quadrinhos que também possuiam algum talento particular.

Aos saudosos vale relembrar da introdução da série e a fantástica “Believe It or Not” cantada por Joey Scarbury (número 2 na Billboard em 1981):http://www.youtube.com/watch?v=xhNODBJozOU

Também nesta mesma linha de pessoas “comuns” como super heróis, mas desta vez sem roupas especiais, temos Bruce Willis e Samuel L. Jackson, no filme de M.Nigtht Shyamalan “Corpo Fechado” (Unbreakable – 2000). Aqui a história começa ao avesso. Elijah Price (Jackson) nasce com uma rara doença, chamada osteogênese imperfeita, caracterizada, resumidamente, por uma grande fragilidade óssea, e consequentes fraturas ao mínimo trauma, muitas ainda no útero materno.
Ele cresce recuperando-se de fraturas e lendo gibis, o que alimenta uma teoria até plausível ao meu ver de que se existe alguém tão frágil, a ponto de auto denominar “Sr. Vidro”, deve existir oposto, alguém extremamente resistente. Sua busca termina quando o segurança David Dunn (Willis), se mostra duro de matar ao sobreviver sem um arranhão a um terrível acidente de trem.
Price explica sua teoria e tenta de todas as formas convencer Dunn de que é exatamente desta forma que surgem os super-heróis que inspiram as histórias em quadrinhos e de que ele é o super-herói em pessoa com o poder de não se machucar e nem adoecer… neste caso sem regeneração envolvida (nada a ver com o Wolverine ou Claire), e a partir deste ponto a trama se desenrola… blá, blá, blá.
Enfim… onde eu gostaria de chegar é que você também pode ser um super herói e quem discordar, pergunte ao Stan Lee em “Who Wants To Be A Super Hero”. Ele solenemente diz que os heróis não se fazem com super poderes mas sim com o carater.
Concordo, mas uma mutaçãozinha ou um alienígena te dando um uniforme bacana e cheio de truques também ajuda, ou será que não?!.
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5 Respostas

  1. Poderíamos incluir nessa coisa de “gente não-herói com poderes” a Noviça Voadora, a série de TV que projetou Sally Fields nos anos 1960?

    Ah, sim, e quando é que o André vai se recadastrar no blog?

  2. Vc é ninja ou o quê?
    Eu recém publiquei isso!!! 2 min!!!

    O André está ocupado… assicitindo Batman Eternamente… Uahahahahaha!!!

  3. Mas Noviça era Voadora porquê?! Era uma sombrinha mágica? Eu não me lembro…

    Desculpe-me o erro do comentário acima… “assicitindo” é dureza – Assistindo… bom mas se tratando de Batman Eternamente… Acho que deu minha hora!

  4. Pior é que não havia artefato mágico. A mulher voava porque era muito levinha e usava um chapelão que servia como vela e planador ao mesmo tempo.

    É uma explicação tão ridícula que só pode ser disfarce para poderes mutantes.

    E o que leva alguém a (re)assistir Batman eternamente?

  5. Segundo teu colega… falta de opção na tv e locadora fechada… bom, era tarde da noite e eu dou um desconto.

    Voltando ao assunto da noviça… como diz a faixineira da minha mãe “a noviça era muito levianinha, por isso ela voava”!

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