Ciência Super-Humana, o Retorno


Quando li o que o Carlos André escreveu sobre a ciência dos quadrinhos (veja lááá embaixo, ou mais fácil, aqui), especificamente a parte onde ele cita um método de resgate de embarcações que teria sido inspirado por uma história da Família Pato, lembrei que já tinha lido aquilo em algum lugar, há muito tempo atrás. Busquei na prateleira o Manual do Professor Pardal (Editora Abril, primeira edição, dezembro de 1972) e achei o texto, que reproduzo na íntegra, negritos e tudo mais, aqui:
Um Invento… dos Sobrinhos do Donald!

Muitos pensam que só o Professor Pardal, em toda Patópolis, é capaz de inventos sensacionais. Não é bem assim; ali há muita gente de espírito criativo. Vejam esta história real, por exemplo:

Em 1964, o navio “AI Kuwait” afundou no golfo Pérsico. Sua carga era preciosa, por isso foram tentados todos os meios para içá-lo. Nenhum funcionou. Até que um dia o dinamarquês Karl Kroyer se apresentou dizendo saber como salvá-lo. Embora sua idéia fosse meio esquisita, acabou sendo aceita – e muito bem paga. E o navio veio à tona, a carga foi recuperada e Kroyer aclamado como um herói.

Um belo dia, porém, a prestigiosa revista Time publicou uma nota dizendo que aquela idéia não era nova. Já tinha aparecido… sabem onde? Numa história do Pato Donald! Pois é, e vamos até dizer o número da revista onde saiu publicada: O PATO DONALD nº 54, de 18 de novembro de 1952. (Se você tiver esse número, dê uma olhada, que vale a pena!)

Mas, afinal, que idéia tão brilhante era essa? O seguinte: na história “Tio Patinhas é um trapaceiro”, Donald tenta içar um iate naufragado do Tio Patinhas. Mas não consegue arranjar o equipamento necessário para isso, por falta de dinheiro (como sempre)… Aí chegam os sobrinhos correndo e dizem: “Arranjamos uma solução para o problema! Se colocarmos uma porção de bolinhas de pingue-pongue no porão do iate, ele flutuará e virá à superfície”.

Donald, com sua costumeira “modéstia”, responde: “Ótimo! Bem mostram que são meus sobrinhos!” Então, Donald mergulha e, por meio de uma longa mangueira, enfia as bolas no casco rachado do barco. Dito e feito: as bolinhas anulam o peso do barco e ele sobe à tona!

Pois foi exatamente o que fez o dinamarquês Kroyer para salvar o “Al Kuwait”. Só que em vez de bolas de pingue-pongue ele usou bolinhas de plástico (stiropor), que eram levadas para o interior do navio em grossas mangueiras acionadas por bombas especiais. Ou seja: o mesmíssimo processo inventado pelos sobrinhos do Donald. E isto aconteceu de verdade… E então? Paaalmas pra eles, que eles merecem!

Tá certo que essa parte do “por meio de uma longa mangueira, enfia as bolas” é meio estranha, mas eu lembro que tirei algumas notas boas na escola usando esses manuais como fonte de pesquisa.

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