Reunião de Pauta

Curioso sobre como se desenrolam os bastidores deste site? Lá vai uma palhinha (particularmente tenho minhas dúvidas sobre o interesse deste relato tão longo, mas fui incumbido, desincumbir-me-ei).

Trezentos: Conselho Editorial do blog, uma consulta antes de publicar qualquer coisa. 
Vocês acham que um artigo sobre Jesus Cristo superstar foge muito da proposta do blog? Abraço.
SempreAlerta: Hum…
Acho que não. Por quê?
Trezentos: Porque tive a idéia de um. Queria saber se escrevo ou não. Senão faço alguma outra coisa.
EVE: Mas o Alerta não é GERAL?!
Trezentos: Ok, então tá valendo.
Tcheloco: Depois de escrever sobre os signos usados pelos irmãos brother sobre Matrix, o q q não pode postar lá?
SempreAlerta: Ah, bom, ISSO é uma grande verdade…
E finalmente poderei usar meu artigo sobre a reprodução das libélulas vesgas do Himalaia.
EVE: Muito bom por sinal este artigo, já li e recomendo!
Tcheloco: eu não disse que a verdade está relacionada com a matrix?
EVE: Não sei se ficou claro, mas achei bom o artigo sobre a reprodução das libélulas vesgas do Himalaia…
Desculpe Tcheloco, mas o do Matrix eu não li…
Tcheloco: então posta lá ué. vamos ler sobre as libélulas vesgas do Himalaia.
Sessão National Geographic.
SempreAlerta: Putz, agora vou ter que realmente escrever o tal artigo…
Trezentos: Ok, esqueçam que eu perguntei.
EVE: Libélulas vesgas!!!!
Tcheloco: uma vez propagandeado, tem que cumprir, senão tu vai se ver com o editor chefe.
não interessa se a libélula é vesga, vai ter que reproduzir.
Espantalho: Eu pretendo escrever um post sobre o meu herói favorito: o Libélula Vesga!
Não, na verdade é o Dr. Phibes!
Trezentos: Será o LIBELO Da LIBÉLULA.
E o Google é uma maravilha. Antes eu teria que admitir minha ignorância e perguntar quem é o Dr. Phibes, agora bastou uma simples pesquisa para saber que é o personagem de algum filme trash que eu não vi.
Trezentos: Nós temos um editor chefe? Quem é? Sacanás?
Espantalho: Sacanás!
Acabo de vir do cinema, onde vi um dos maiores atores da atualidade em cena: Aaron Eckhardt! Ele já tinha me chamado a atenção em dois filmes, o Na Companhia dos Homens e o Dália Negra (outro filme em que ele rouba a cena), mas dessa vez ele arrasou o quarteirão como o Harvey Dent. A intenção era mostrar um cara que carregasse em si o bem e o mal extremos, o Nolan, que pra bobo não serve, escolheu o cara certo pra missão. 
Na boa, a performance do sujeito dá de relho no Heath Ledger. Aliás, aquela lingüinha do Ledger saindo pra fora a toda hora… Parece um cachorro. É bem como ele diz a certa altura: “eu sou como o cão que sai correndo atrás do carro mas não sabe o que fazer quando alcança.” 
O filme do Duas Caras é bem legal.  
E tem até o Coringa e o Batman, vejam só!
Ah, sim, e o Matador, aquele filme com o Pierce Brosnam que o SempreAlerta tanto recomendou, vai passar amanhã (quarta) à noite na Record.
Trezentos: Post para o Alerta. Já.
Concordo. Grande ator. Nesse primeiro filme do Neil LaButte, Na Companhia de Homens, ele faz um dos personagens mais filhadaputas da história do cinema.
Mas mesmo que ele esteja bem em Dália Negra, o filme é uma bosta. Ele também já deu um baita tiro n’água com outro filme do LaButte, uma bomba chamada Possessão
E o Coringa é maluco e tem as comissuras dos lábios cortadas a navalha, é óbvio que isso deve gerar sérios problemas de salivação, o que justifica a linguinha.
Espantalho: Ré, ré… Acho que o problema de salivação do cara era por causa das boletas. Que nem o Jim Carrey no Irene.
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Frazetta

Tá certo. O Frazetta é mestre. Gênio. O “pai deles”. Isso é fato inquestionável.

Mas, como muito bem observou nosso nobre colega Espantalho, há muito tempo atrás, alguém pode me explicar como que o chifrudo da ilustração aí de cima pretende dar o golpe com a espada???

Bobby Chiu

Muito bom…  :-)

Mais imagens aqui, e aqui dá para conferir o passo-a-passo da ilustração, além de descobrir porquê os bichinhos tão fugindo do dragão fantasiados de cenoura…

Alerta para abastecimento do seu veículo

Recebi este artigo por e-mail. Conversei com um colega que é engenheiro mecânico e ele disse que estudou sobre isso na faculdade. Resolvi então prestar este serviço de utilidade pública, ehehehe.

Economizar na hora de abastecer

1º Truque

DICA: Encher o tanque sempre pela manhã, o mais cedo possível

A temperatura ambiente e do solo é mais baixa. Todas os postos de combustíveis têm seus depósitos debaixo da terra. Ao estar mais fria a terra, a densidade da gasolina e do diesel é menor. O contrário se passa durante o dia, que a temperatura do solo sobe, e os combustíveis tendem a expandir-se. Por isto, se você enche o tanque ao meio dia, pela tarde ou ao anoitecer, o litro de combustível não será um litro exatamente.

2º Truque

DICA: Não pressionar a pistola ao máximo

Quando for pessoalmente encher o tanque, não aperte a pistola ao máximo (pedir ao frentista no caso de ser servido). Segundo a pressão que se exerça sobre a pistola, a velocidade pode ser lenta, média ou alta.

Prefira sempre o modo mais lento e poupará mais dinheiro. Ao encher mais lentamente, cria-se menos vapor, e a maior parte do combustível vertido converte-se num cheio real, eficaz. Todas as mangueiras vertedoras de combustível devolvem o vapor para o depósito. Se encherem o tanque apertando a pistola ao máximo uma percentagem do precioso líquido que entra no tanque do seu veículo se transforma em vapor do combustível, já contabilizada, volta pela mangueira de combustível (surtidor) ao depósito da estação. Isso faz com que, os postos consigam recuperar parte do combustível vendido, e o usuário acaba pagando como se tivesse recebido a real quantidade contabilizada, menos combustível no tanque pagando mais dinheiro.

3º Truque

DICA: Encher o tanque antes de que este baixe da metade

Quanto mais combustível tenha no depósito, menos ar há dentro do depósito. O combustível se evapora mais rapidamente do que você pensa. Os grandes depósitos cisterna das refinarias têm tetos flutuantes no interior, mantendo o ar separado do combustível, com o objetivo de manter a evaporação ao mínimo.

4º Truque

DICA: Não encher o tanque quando o posto de combustíveis estiver sendo reabastecido e nem imediatamente depois

Se chega você ao posto de combustíveis e vê um caminhão tanque que está abastecendo os depósitos subterrâneos do mesmo, ou os acaba de reabastecer, evite, se puder, abastecer no dito posto nesse momento. Ao reabastecer os depósitos, o combustível é jorrado dentro do depósito, isso faz com que o combustível ainda restante nos mesmos seja agitado e os sedimentos assentados ao fundo acabam ficando em suspensão por um tempo. Assim sendo você corre o risco de abastecer seu tanque com combustível sujo.

Boris

Neste post não tem texto nem nada. Só fiz porque gostei da arte. Bom… é Boris Valejo, só podia ser bom mesmo.

A pecinha na frente do programa

Devo discordar com o Sempre Alerta. Quando ele diz que o problema não é o programa e sim quem usa… acho que não é bem assim. Nem de longe quero criar polêmica com isso. Já basta a eterna briga entre Mac e PC.

Na verdade, até achava isso mesmo… Até descobrir que o Illustrator é a ferramenta definitiva para… ilustração. O Corel é um bom software, principalmente se você está com pressa. Se estiver com pressa, você consegue um bom resultado, mesmo com os escorregões em níveis de gradiente e serrilhas indesejadas.

Aí embaixo está um exemplo. A mistura de cores obtida com o Corel não é tão boa quanto a do Illustrator. A explicação é simples, Illustrator usa o mesmo algoritmo do Photoshop. Controlar e manipular objetos com camadas e desenhar da mesma forma que se faz no Photophop também estão no menu.

Se colocarmos alguém que sabe desenhar usando o Corel e depois o Illustrator, com certeza, o resultado obtido com o Illustrator é bem melhor. É como um bom piloto que numa escuderia tem bons resultados, mas numa outra com carro melhor, chega sempre em primeiro.

Tá aí o Scooby desenhado no corel, a partir de um original em bitmap que não deixa mentir. Até o trace do Corel deixa a desejar. Mais tarde atualizo o post com um outro Scooby feito no Illustrator. Vocês sabem que sou justo, não vou sacanear uma ilustração para puxar a brasa para a outra.

Felipe K. Cete

Entalhado no sopé das montanhas ficava o enorme cubo metálico da fábrica Kansas City. Sua superfície estava corroída, salpicada de pústulas de radiação, rachada e coberta de cicatrizes, resultado de cinco anos de guerra que a haviam arrasado. A maior parte da fábrica estava enterrada sob a superfície, apenas seus estágios de entrada visíveis. O caminhão era um ponto que roncava em alta velocidade na direção da vastidão de metal negro. Naquele momento, uma abertura surgiu na superfície uniforme. O caminhão mergulhou nela e desapareceu lá dentro. A entrada fechou-se bruscamente.
– Agora só resta a maior tarefa – disse O’Neill. – Agora temos de convencê-la a encerrar suas operações. Temos de convencê-la a fechar a si mesma.

Paranóico, eu?

Paranóico, eu?

  

 

Ao ler o comentário do Espantalho comparando o Wall-E ao filme anterior Corrida Silenciosa (1971), de Douglas Trumbull, e com base no que eu sei por alto da trama de ambos, já que eu não assisti a nenhum deles, me veio imediatamente à memória um conto de ficção científica do visionário paranóico e genial Philip K. Dick, uma história publicada pela primeira vez em 1955 e que já trazia o mote da máquina criada pelo homem obedecendo à sua programação mesmo quando a utilidade do que está fazendo se foi.

Se em Wall-E o tom, pelo que tenho lido, é de poesia, e em Corrida Silenciosa o final é melancólico, no conto de Dick, intitulado Autofab, de onde saiu o trecho que abre este post, o tom, como sói acontecer em sua obra, é irônico e desesperador. É a história de robôs que não conseguem escapar de sua programação, e com isso podem acarretar a destruição dos humanos que deveriam proteger com seu trabalho.

No início da história, em um futuro não determinado, acompanhamos três homens que esperam a chegada de um veículo à beira de uma estrada. Quando o caminhão estaciona, sem motorista, seu compartimento de carga se inclina automaticamente e empurra para a beira da estrada parte das caixas que trazia. O trio corre e destrói freneticamente as caixas uma por uma. O caminhão, que já ensaiava a partida, pára outra vez, percebe a destruição, retorna e deposita o mesmo número de caixas na plataforma. Já que destruir as caixas não funcionou, os homens tentam devolver a carga para o caminhão, mas o veículo automático é muito mais rápido e logo descarregou o mesmo número de caixas outra vez, acompanhando impassível a movimentação dos homens. Um dos sujeitos tem uma idéia: abre um tanque de leite da carga despejada, bebe-o na frente do caminhão e o gospe com uma careta. O caminhão estende um formulário para que ele registre qual o problema que o fez rejeitar o leite e o sujeito responde que a bebida está “azorraguada”, uma palavra inventada no ato. Sem entender o conceito, o caminhão cospe outra folha de papel, na qual informa que naquele mesmo dia eles serão procurados por um representante da fábrica para discutir o problema. E dali vai embora.

A fábrica é uma construção imensa no topo de uma encosta, que abastece dezenas de vilarejos em volta, vilarejos que reúnem o que sobrou dos Estados Unidos depois da destruição da maioria das cidades em uma guerra ocorrida cinco anos antes, o Conflito Global Total. Quando do início da guerra, fábricas como aquela foram espelhadas pelo território, programadas para produzir alimentos sintéticos usando apenas trabalho mecanizado, e permanecer em atividade mesmo com a guerra en andamento. Graças a isso, o abastecimento de gêneros não se interrompeu durante o conflito, agora encerrado.

O problema é que a diretriz primária da máquina é continuar fornecendo alimentos automaticamente até que a produção humana atinja o dobro da produção da rede automática, o que é impossível porque a guerra destruiu muita coisa e tudo o que havia de maquinário está nas mãos da rede – logo, a existência da rede impossibilita a produção alternativa que seria necessária para seu desligamento, e as máquinas, prospectando recursos naturais para produzir os alimentos sintéticos que distribui, está rapidamente esgotando os recursos da região. Os homens da cidade estão, sem sucesso, tentando fazer a rede desligar a si mesma, algo que sua programação não aceita.

A solução é lançar uma ordem contraditória no sistema por meio de uma encomenda de um produto que está em falta tanto na região de Kansas quanto na de Detroit, vizinha, e, como a programação de cada fábrica não prevê cooperação e sim coleta dos elementos a todo custo, as fábricas das duas regiões começam uma guerra entre si até que terminam por destruir a si mesmas – e os humanos podem de novo assumir as ruínas das fábricas.

O final não é feliz, é claro, é irônico e denuncia um esforço inútil da humanidade em escapar das máquinas e sua programação inflexível.

Uma curiosidade. Esse conto foi publicado numa coletânea de contos chamada Paycheck, que ganhou edição no Brasil pela Record em 2005, depois da estréia do filme baseado no conto-título O Pagamento, dirigido por John Woo e com Ben Affleck e o Aaron Echart mencionado pelo Espantalho.  Infelizmente, a edição do livro é porca. Capa feia, tradução apressada e erros gritantes de revisão.

O detalhe engraçado é que mais ou menos na mesma época, e pelo mesmo motivo do filme, a Editorial Presença publicou o livro lá em Portugal, com mudanças significativas de títulos, algumas mais imaginativas que o necessário.

O volume chamou-se Pago para Esquecer, o que é um “título resumo” da história, mas o conto que aria título ao livro continuou como O Pagamento. Outros títulos tiveram sorte ainda mais cômica. A cidadezinha foi traduzido em Portugal como A Nova Maqueta, sendo que o original é Small Town, e portanto a tradução brasileira está mais adequada. A Little Thing for Us, Temponauts, que aqui virou, corretamente, Uma coisinha para nós, temponautas, lá ficou como Uma condecoração especial, por cansaço (ahn?). E o conto Breakfast at Twilight, que aqui o tradutor Alexandre Raposo chamou Café da Manhã no Crepúsculo, ganhou por lá, na tradução de Saul Barata, o nome de Pequeno Almoço ao Sol-Posto.

Cara ou coroa?

- Sweeney Todd, o que você fez?

- Sweeney Todd, o que você fez?

Muito comentada a atuação do Heath Ledger em O Cavaleiro das Trevas. E de fato, o cara bateu um bolão: as cenas do desaparecimento da caneta e da explosão do Hospital de Gotham já podem ser consideradas antológicas. Mas confesso que sua performance não me chamou tanto a atenção quanto a do consistente Aaron Eckhart, que é quem verdadeiramente rouba a cena como o promotor público/vilão Harvey Dent/Duas-Caras. A história contada em O Cavaleiro das Trevas, de certa forma, é a história de Dent, um escoteiro engomadinho que entra de gaiato numa guerra pessoal travada entre dois malucos fantasiados, e acaba levando a pior.

Dois atores já haviam interpretado o mesmo personagem, ou ao menos partes dele: Billy Dee Williams (?!?!) encarnou Dent no primeiro Batman do Tim Burton, em 1989, ao passo que Tommy Lee Jones fez somente o Duas-Caras, no policrômico Batman Eternamente, de 1993. Eckhart, um californiano de 40 anos, é o primeiro a viver a transição entre as duas personalidades, e o faz com louvor. O papel reclamava um ator que personificasse o bem e o mal em seus extremos, mas sem escorregar no histrionismo: Christopher Nolan, que pra bobo não serve, escolheu o sujeito certo pra missão.

Illustrator

Ok, o Corel é bom, mas não tem como competir com o Illustrator. Esse Vader aí em posição de açucareiro fiz só com ele.

Achataram o Número 5!

Sabia que eu conhecia esse cara de algum lugar… Valeu, Brigatti!