Com um bom orçamento, geralmente se consegue fazer um bom trabalho.
Daí, a Globo resolve fazer uma minissérie sobre a Maysa (a cantora, não aquela menina esquisita e irritante).
Fazem um tremendo auê sobre a produção… prometem um roteiro bacana e acabam fazendo um roteiro que parece ter sido escrito pela Maysa(não a cantora já falecida, mas aquela menina esquisita e irritante).
A Maysa teve uma vida absolutamente doida. Na minissérie ela vira uma “mulher a frente de seu tempo”. Doido é doido, em qualquer época e ponto final. Mas tudo bem… A não ser um filme sobre a vida de Buddy Holly que vi faz tempo, nenhum outro trata o ídolo-zumbi de forma humana. Ele é sempre uma caricatura. Nem o Jim Morrison se salva disso.
Bom… então vamos compensar com a produção. A coisa vai até os anos 70. Isso quer dizer que para mostrar a cidade, tem que ter efeitos especiais. Vamos então fazer a melhor abertura, com o melhor acidente de carro jamais feito no mundo.
Daí… os caras se puxam. Fazem gráficos melhores do que o GTA IV e mandam ver na interação com live action. Digno de muito filme de Hollywood…
E acho que deixaram o estágiário cuidar da continuidade. No meu tempo, quando a gente vira o volante para um lado, o carro acompanha. Pelo menos foi a impressão que tive.
Arquivado em: Alarme Nerd, Animação, Bobagem, Cultura Pop, Ranhetice, Televisão, Vídeos
Quando o próprio filho dirige a biografia materna, acontece isso: bêbada vira alcóolatra, pôrra-lôca vira limítrofe, doida varrida vira pessoa instável e mãe relapsa vira alguém que ama sua arte acima de tudo.
Era bom o asfalto da Rio-Niterói naqueles tempos: a Brasília nem trepida. Mas tá bem feitinho.
A propósito… Precisei só de duas ou três frases pra sacar que a mina é conterrânea. Sotaquezinho carregado.
Ah, sim. Não esqueçamos. A grande mensagem é… Se a sua vida sempre foi errada não mude. Se tentar mudar o rumo, acaba batendo o carro e morre.
“a Brasília nem trepida. ”
Percebi o “carrinho de brinquedo” também, espantalho.
Bem feitinha mesmo a cena, mas… desnecessária, digo, não precisava gastar tanto com tão pouco.
Vai ver foi por isso que a mulher se estabacou. Virou o volante prum lado e o carro foi pro outro.
Fora isso, não achei os efeitos ruins. Tem muito filme lá de fora com coisa bem pior.
Vocês me conhecem. Meu principal problema com essa minissérie é com o texto e com o artificialismo da coisa toda. O texto é ruim, um clichê atrás do outro, e a montagem das situações é tosquíssima. Perto disso, não consegui nem reparar nos problemas técnicos muito bem apontados pelo Tcheloco.
A próxima a ser beatificada vai ser a Elis Regina. Aposto que nem de pó e árco a doida vai morrer mais…
Esse Bôscoli era chegado numa tarja preta…