Este comentário sobre o disco mais recente de uma das minhas bandas preferidas sai bastante atrasado, e a estas horas tudo que é trocadilho com o título deste álbum já deve ter sido feito. Mas o fato é que a banda realmente devia estar com a cabeça em outro lugar quando resolveu lançar este cd. Eu já comentei com alguém ou escrevi em algum outro lugar (opa!) que este deve ser o disco mais curto do Marillion, já que, pelo menos para mim, ele acaba já na metade da primeira música (que ironicamente se chama The Other Half). A “outra metade” da música até não é ruim, mas a transição entre as duas não faz justiça à capacidade de Steve Rothery e Cia.
A partir daí o disco se torna extremamente monótono, e a produção a cargo de Michael Hunter em nada ajuda a salvar algumas poucas boas idéias, espalhadas aqui e ali, executadas de maneira bastante preguiçosa e apagada.
Com alguma boa vontade ainda dá para dizer que a faixa título se salva no meio do marasmo (marasmo este quebrado pela barulhenta Most Toys, quarta faixa do disquinho e talvez a pior música já gravada sob a insígnia do Marillion).
É realmente muito pouco para quem lançou o excelente Marbles em 2004, álbum duplo que parecia ter recolocado a banda nos trilhos, após alguns discos que dividiram os fãs.
E continuando o post anterior, sobre o mesmo assunto: ouvi a tal faixa disponível para download (Whatever is Wrong With You?), e mesmo sendo uma versão editada, já me soa um pouco (mas só um pouco) melhor do que quase tudo que apareceu no Somewhere Else – o que não quer dizer muita coisa. Em contrapartida, outros trechos do próximo disco já anunciado pela banda (Happiness is the Road, que também será duplo) e disponibilizados através de seu site não são lá muito animadores.
Espero que o Marillion desta vez não fique com a cabeça em “outro lugar” e que “o que quer que esteja errado” com a banda, volte ao lugar certo já neste próximo lançamento…
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